Vídeos de mulher que canta dormindo geram debate sobre transtornos do sono nas redes sociais
Vídeos de uma mulher que canta durante o sono geraram discussões sobre a capacidade humana de realizar atividades dormindo. O comportamento evidencia a necessidade de avaliação médica para diagnosticar parassônias, como o sonambulismo e o transtorno comportamental do sono REM. Ambas as condições podem comprometer a qualidade do descanso e oferecer riscos à segurança do indivíduo
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Vídeos que mostram uma mulher acordando durante a madrugada para cantar músicas completas enquanto dorme ganharam repercussão nas redes sociais, levantando discussões sobre a capacidade do corpo humano de realizar atividades como falar, comer e caminhar durante o sono. Embora o comportamento viralizado não se encaixe tipicamente nos padrões do sonambulismo ou do transtorno comportamental do sono REM, a situação evidencia a necessidade de avaliação médica, já que a movimentação inconsciente durante a noite representa riscos à segurança do indivíduo.
O sonambulismo é classificado como uma parassônia e ocorre no estágio N3, a fase mais profunda do sono. Nesse quadro, há uma falha no sistema cerebral onde mecanismos de vigília invadem o sono profundo, ativando parte do cérebro enquanto outras áreas permanecem adormecidas. Essa fragmentação permite que a pessoa execute ações, grite, chore ou mantenha os olhos abertos sem ter consciência do que faz, resultando em amnésia total sobre o episódio no dia seguinte.
Já o transtorno comportamental do sono REM manifesta-se durante a fase dos sonhos. Normalmente, o cérebro paralisa a musculatura para evitar que o conteúdo onírico seja reproduzido fisicamente. Quando esse mecanismo falha, o indivíduo age conforme o sonho: se sonha que corre ou canta, ele executa a ação. Diferente do sonambulismo, os episódios de REM tendem a ser curtos, com movimentos mais abruptos, olhos geralmente fechados e a preservação da memória sobre o sonho ao despertar.
Além do risco físico imediato, ambos os transtornos comprometem a qualidade do descanso, podendo desencadear fadiga crônica, prejuízos na concentração e impactos na saúde mental.
Para lidar com essas situações, a orientação médica é não tentar acordar a pessoa abruptamente, pois isso pode prolongar a confusão mental, embora não cause a morte, como sugere o senso comum. A conduta recomendada é conduzir o indivíduo com cuidado de volta à cama. É fundamental redobrar a atenção quando a pessoa sai de casa ou se levanta da cama, elevando o risco de acidentes. O diagnóstico preciso desses quadros exige análise clínica, não podendo ser realizado exclusivamente por meio de vídeos.