AMD desenvolve série Ryzen AI MAX 400 com suporte para modelos de IA de grande porte
A AMD desenvolve a série Ryzen AI MAX 400 com memória unificada de até 192 GB, sendo 160 GB dedicados à GPU para suportar modelos de IA com mais de 300 bilhões de parâmetros. A NVIDIA também utiliza alocação dinâmica de memória na RTX Spark

A ascensão da Inteligência Artificial Agente consolidou as arquiteturas de memória unificada (UMA) como o novo padrão para a computação de próxima geração. Ao integrar CPU, GPU e memória em um único chip, esse sistema permite que o hardware gerencie a memória de forma dinâmica entre os processadores, atendendo à alta demanda de processamento exigida por modelos de IA.
A AMD já reflete essa tendência em seu planejamento de produtos e no desenvolvimento de suas arquiteturas futuras. A empresa trabalha na série Ryzen AI MAX 400, que amplia a capacidade de memória para até 192 GB, permitindo a dedicação de 160 GB especificamente para a GPU. Esse avanço técnico possibilita o suporte a Large Language Models (LLMs) com mais de 300 bilhões de parâmetros.
Anteriormente, as primeiras versões da linha MAX da AMD ofereciam até 128 GB de memória, com a possibilidade de alocar 112 GB para a GPU. Esse movimento é acompanhado pela NVIDIA com a RTX Spark, que também utiliza a alocação dinâmica de memória conforme a carga de trabalho. A AMD reconhece a RTX Spark como um avanço significativo na implementação da arquitetura UMA.
Embora o foco atual esteja na eficiência para IA, a expansão dessa tecnologia pode alcançar desktops de alto desempenho. A integração de designs de memória premium no chip, como o 3D V-Cache em SoCs Ryzen MAX, é apontada como um caminho para reduzir a latência e aumentar a velocidade de resposta dos sistemas. A aposta em plataformas como a Strix Halo reforça a intenção de levar a eficiência da memória compartilhada para além das cargas de trabalho de IA, impactando potencialmente o setor de jogos e computação de alta performance.