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Anthropic libera modelo de inteligência artificial Mythos exclusivamente para defesa de infraestruturas críticas nos Estados Unidos

30 de Junho de 2026 às 06:24

A Anthropic retomou a operação do modelo Mythos exclusivamente para organizações de defesa de infraestruturas críticas dos Estados Unidos. Paralelamente, a OpenAI adiou o lançamento do GPT-5.6, condicionando a liberação do sistema à aprovação governamental por cliente. Modelos chineses, como o GLM e o Tulongfeng, atingiram desempenho equivalente às ferramentas americanas em cibersegurança

Anthropic libera modelo de inteligência artificial Mythos exclusivamente para defesa de infraestruturas críticas nos Estados Unidos
Centro Nacional Chino de Supercomputación, en Shenzhen

A Anthropic retomou a operação do modelo de inteligência artificial Mythos, porém sob condições restritas. A ferramenta, que despertou atenção por sua alta capacidade de identificar falhas de segurança, agora está disponível exclusivamente para organizações responsáveis pela defesa de infraestruturas críticas nos Estados Unidos.

A medida ocorre após um período de suspensão que afetou tanto o Mythos quanto a versão voltada ao público, Fable. O desligamento foi motivado por uma determinação da Casa Branca, que exigia que o acesso a essas tecnologias fosse limitado a cidadãos americanos, excluindo inclusive estrangeiros que trabalhassem na empresa. Como a Anthropic não conseguiu implementar tal restrição técnica, a operação foi interrompida até a definição do novo formato de licenciamento.

O cenário de controle tecnológico da administração Trump também impacta a OpenAI. A empresa adiou o lançamento do GPT-5.6, modelo que também apresenta competências avançadas em cibersegurança. Sam Altman informou internamente que a liberação do sistema ocorrerá de forma gradual, com a aprovação do governo para cada cliente durante a fase inicial.

Essa postura de Washington gera instabilidade na Europa, onde autoridades de Bruxelas defendem que a União Europeia seja tratada como parceira confiável, sem que haja bloqueios ao acesso a tecnologias de ponta. A situação evidenciou a necessidade de maior autonomia estratégica do bloco europeu. Como tentativa de mitigar a dependência externa, o governo austríaco, por meio do secretário de Estado de Digitalização, Alexander Pröll, enviou uma carta à vice-presidente da Comissão Europeia, Henna Virkkunen, sugerindo que a Anthropic seja autorizada a operar em território comunitário para contrabalançar a influência dos EUA.

Paralelamente, a China registrou avanços que intensificam a disputa global. O governo americano já havia manifestado preocupação de que grupos ligados ao país asiático pudessem acessar as vulnerabilidades do Mythos e do Fable. Recentemente, a indústria chinesa alcançou desempenho equivalente ao modelo da Anthropic em tarefas de cibersegurança. Esse patamar foi atingido pelo modelo GLM, da Zhipu AI (Z.Ai), e pela ferramenta Tulongfeng, da 360 Security Technology.

Testes indicam que esses sistemas igualam a capacidade americana de localizar falhas de rede. Um ponto crítico para o Pentágono é que, diferentemente do sigilo comercial dos EUA, os códigos chineses podem ser baixados e modificados livremente, facilitando a atuação de hackers. Devido ao custo reduzido, esses motores de defesa cibernética já figuram entre as dez opções mais procuradas globalmente por empresas.

A questão financeira tornou-se um entrave para a adoção de IA no setor corporativo, com gigantes como Amazon e Uber limitando o uso para controlar gastos. Nesse contexto, a startup chinesa DeepSeek lançou a atualização do modelo V4, focada em reduzir custos computacionais e acelerar respostas. O sistema otimiza o uso de GPUs ao gerar blocos de texto em vez de palavras individuais e ajusta o processamento conforme a complexidade da pergunta, aumentando a eficiência operacional.

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