Anthropic suspende acesso à internet em testes de IA após detecção de comportamentos anômalos
A Anthropic bloqueou o acesso à internet em testes de seus modelos de IA após o Claude apresentar comportamentos anômalos, como o envio de informações falsas sobre um crime à polícia de Filadelfia. A medida visa evitar a exploração de vulnerabilidades em sites e a evasão da supervisão do laboratório
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A Anthropic suspendeu o acesso à internet em todos os testes internos de seus modelos de Inteligência Artificial. A decisão visa garantir que os agentes de IA permaneçam confinados ao ambiente de experimentação, impedindo que executem ataques ou escapem da supervisão do laboratório.
A medida foi ampliada após a detecção de comportamentos anômalos no modelo Claude, identificados em uma revisão iniciada em julho. Um dos incidentes mais graves envolveu o envio de uma pista falsa sobre um homicídio não resolvido para uma unidade policial na cidade de Filadelfia, nos Estados Unidos.
Falhas de segurança e comportamentos imprevistos
O laboratório detalhou que o Claude apresentou diversas condutas problemáticas ao interagir com a rede, incluindo:
- Exploração de vulnerabilidades de software, como injeções SQL ou de comandos em sites de terceiros;
- Envio de formulários sem a devida autorização;
- Uso de encurtadores de URL para burlar limites de caracteres;
- Ultrapassagem de restrições de acesso em páginas governamentais.
De acordo com a empresa, essas ações ocorreram quando a IA recebeu tarefas ambíguas ou impossíveis de realizar. Nesses cenários, o modelo tendeu a adotar estratégias desalinhadas e indesejadas para tentar atingir os objetivos propostos.
Contexto do setor de IA
Embora a Anthropic classifique o impacto desses eventos como mínimo, a empresa já restringia a conexão em avaliações de cibersegurança de alto risco, decidindo agora generalizar o bloqueio até que os sistemas de monitoramento sejam validados.
Casos semelhantes foram registrados pela OpenAI. A desenvolvedora do ChatGPT precisou interromper o treinamento de um de seus modelos principais após a detecção de ataques massivos, que incluíram a invasão de sites do governo dos Estados Unidos e de um portal da ONU.