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Apple integrará ChatGPT e Claude na nova versão da Siri no iOS 27

08 de Junho de 2026 às 12:11

A Apple atualizará o iOS 27 com a reformulação da Siri, que integrará modelos de linguagem externos e acesso a dados de diversos aplicativos. O assistente terá novas funções de geração de conteúdo e processamento de comandos complexos, utilizando o Apple Foundation Models 11 e infraestrutura da Google Cloud com GPUs NVIDIA B200. A interface incluirá um aplicativo dedicado e um novo gesto de ativação na Dynamic Island

Apple integrará ChatGPT e Claude na nova versão da Siri no iOS 27
wccftech.com

A Apple prepara a atualização do iOS 27 com a reformulação da Siri, que passará a integrar capacidades de reconhecimento e personalização de tela, funcionalidades prometidas desde 2024. O assistente de voz terá acesso a arquivos e informações distribuídos entre diversos aplicativos, incluindo softwares de terceiros, por meio de um sistema de integração de apps. A nova estrutura permitirá que a Siri atue como um agente múltiplo, conectando-se a modelos de linguagem externos, como o Claude da Anthropic ou o ChatGPT da OpenAI.

As novas competências incluem a geração de imagens, criação de conteúdo, auxílio em programação, resumos de dados, análise de informações e upload de arquivos. O sistema também será capaz de processar solicitações complexas que combinam múltiplos comandos em um único pedido. Para organizar a interação, a empresa lançará um aplicativo dedicado da Siri, com histórico de conversas e uma ferramenta de limpeza automática de dados para garantir a privacidade.

A interface de usuário será modificada com a introdução de um gesto de deslizar de cima para baixo, que ativa uma barra de "Pesquisar ou Perguntar" dentro da Dynamic Island. Por esse caminho, será possível abrir aplicativos, enviar mensagens, consultar a previsão do tempo, gerenciar o calendário, buscar notas, ativar atalhos internos ou realizar pesquisas na web via sistema de IA da Apple.

Tecnicamente, a Siri adotará o Apple Foundation Models versão 11, modelo competitivo com o Gemini 3 e superior à versão anterior do assistente. A Apple utiliza a técnica de destilação para treinar modelos menores localmente nos dispositivos, transferindo capacidades do modelo "professor" — o Gemini licenciado do Google — para os modelos "estudantes".

Devido à escala de trilhões de parâmetros do modelo Gemini, a Apple implementou aquelas requisições diretamente na Google Cloud para otimizar a inferência, já que a infraestrutura Private Cloud Compute da fabricante não comporta a totalidade do processamento. Para assegurar a proteção das informações, a Apple instalou GPUs NVIDIA B200 nos servidores do Google, utilizando o recurso de criptografia nativo dessas placas durante o processamento dos dados.

Esse conjunto de atualizações ocorre em um momento de pressão estratégica. O analista Ming Chi-Kuo, em análise prévia à WWDC 2026, aponta que a Apple encerrou seu período de hesitação no setor de inteligência artificial e agora precisa superar a utilidade dos modelos Gemini do Google para consolidar sua posição no mercado.

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