Tecnologia

Apple mantém centro de engenharia em Madri para aprimorar a conectividade de seus dispositivos

14 de Maio de 2026 às 09:14

A Apple mantém em Madri um centro de engenharia com 80 profissionais focados na estabilidade de conectividade sem fio. A unidade utiliza câmaras tecnológicas para testar sinais e desenvolver o chip N1 para modelos como o iPhone 17

Apple mantém centro de engenharia em Madri para aprimorar a conectividade de seus dispositivos
Foto: Cedida.

A Apple mantém em Madrid um centro de engenharia especializado em tecnologias sem fio, onde 80 profissionais trabalham para garantir a estabilidade da conectividade em seus dispositivos. A unidade, que opera há dois anos, surgiu a partir de um grupo focado na adaptação de produtos para as redes de operadoras locais, evoluindo para um laboratório de alta tecnologia que atrai talentos globais para a Espanha.

O objetivo central da instalação é evitar falhas de sinal causadas pelo manuseio do aparelho, um problema histórico na indústria que remonta ao "antenagate" do iPhone 4. Para a empresa, a precisão das antenas é fundamental para a viabilidade de recursos como o AirDrop, a sincronização instantânea de fotos entre iPhone e Mac, a localização de AirTags e a realização de chamadas via iPad ou Mac.

A infraestrutura de Madrid conta com equipamentos avançados para simular cenários reais e laboratoriais. Entre eles, destaca-se a câmara de campo próximo, que utiliza gráficos 3D em tempo real para otimizar o GPS do iPhone Air. Há também a câmara anecoica de campo distante, onde aparelhos são rotacionados em arcos de antenas para assegurar que a transmissão de sinal ocorra independentemente da posição do telefone — seja no bolso ou sobre uma mesa — em um ambiente que absorve ondas e elimina reflexos.

Em contraste, a câmara de reverberação recria ambientes caóticos, com paredes metálicas que geram ecos e interferências. Nesse espaço, são utilizadas próteses de mãos artificiais para analisar como o corpo humano absorve os sinais e de que forma a pegada do usuário afeta a conexão. Testes realizados nesse ambiente registraram velocidades de Wi-Fi próximas a 1 Gbps sob diferentes simulações de uso.

Essa operação faz parte de uma estratégia descentralizada da Apple na Europa, que inclui outros centros especializados: em Breda, na Holanda, opera o robô Daisy para reciclagem de componentes; em Paris, existe um bunker para testes de segurança de processadores; e em Cork, na Irlanda, são realizados testes de resistência de hardware contra areia e cigarro.

Atualmente, a equipe de Madrid desempenha um papel crucial no desenvolvimento do chip sem fio N1. O componente é responsável pela gestão do Wi-Fi 7, Bluetooth 6 e Thread em modelos recentes, como o iPhone 17, iPhone 17 Pro e iPhone Air. O esforço de engenharia visa assegurar que a coexistência de múltiplos rádios em dispositivos cada vez menores não comprometa a experiência do usuário em situações críticas, como em redes congestionadas de festivais ou apartamentos com alta interferência.

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