Apple processa OpenAI por espionagem industrial e roubo de patentes de hardware do iPhone
A Apple processou a OpenAI por espionagem industrial e roubo de patentes, alegando que ex-funcionários invadiram servidores para extrair segredos de fabricação do iPhone. A ação envolve a apropriação de arquivos confidenciais e o uso indevido de técnicas de acabamento de metais. A OpenAI negou as irregularidades
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A Apple acusa a OpenAI de espionagem industrial e roubo de patentes, em um processo judicial que pode encerrar a parceria entre as duas empresas para a expansão da Apple Intelligence. A gigante de Cupertino sustenta que a startup de Sam Altman utilizou informações ilegais de produtos da Apple para tentar desenvolver seu próprio dispositivo de inteligência artificial.
O conflito central envolve a aquisição da io Products, startup de hardware fundada por Jony Ive, pela qual a OpenAI investiu 6,5 bilhões de dólares. A Apple identifica Tang Yew Tan, ex-vice-presidente de design do iPhone e atual chefe de hardware da OpenAI, e o engenheiro Chang Liu como os responsáveis por invadir servidores da companhia antes de serem contratados pela concorrente.
No caso de Chang Liu, a denúncia detalha que o engenheiro, após pedir demissão, manteve um computador corporativo e explorou uma vulnerabilidade na rede interna para baixar centenas de arquivos confidenciais. Entre o material roubado estava um dossiê com mais de mil páginas sobre segredos de fabricação das placas do iPhone. Liu também teria utilizado mensagens criptografadas para orientar colegas a copiar dados sem serem detectados pela segurança da Apple antes de participarem de processos seletivos.
A Apple argumenta que tais ações não foram isoladas, mas parte de uma estratégia da OpenAI. Tang Yew Tan teria utilizado nomes de código de projetos secretos da Apple durante entrevistas para extrair informações de candidatos, chegando a exigir que engenheiros apresentassem protótipos físicos e peças reais de hardware durante as sessões de seleção.
O impacto dessas práticas atingiu a cadeia de suprimentos da Apple. A empresa afirma que a OpenAI enganou um de seus fabricantes parceiros para aplicar uma técnica patenteada de acabamento de metais, alegando falsamente possuir autorização da multinacional. Somado a isso, a Apple lida com a migração de mais de 400 ex-colaboradores para a OpenAI, o que a levou a reforçar a proteção de sua propriedade intelectual.
Em resposta, Drew Pusateri, porta-voz da OpenAI, negou qualquer envolvimento em atividades ilegais e afirmou que a organização não tem interesse em segredos comerciais de terceiros, focando apenas na criação de tecnologia inovadora.
O litígio surge em um momento estratégico para a OpenAI, que planeja a abertura de capital na bolsa de valores, mas pode enfrentar atrasos na fabricação de seus próprios dispositivos devido ao processo. Paralelamente, a Apple já diversificou suas dependências tecnológicas: no mês passado, a empresa integrou o modelo Gemini, do Google, em sua última atualização, separando o Siri do uso exclusivo do ChatGPT.