Apple unifica memórias flash do iPhone 16 Pro e MacBook Neo para reduzir custos de produção
A Apple unificou a memória flash NAND e utilizou o chip A18 Pro modificado no iPhone 16 Pro e no MacBook Neo. A padronização de componentes visa reduzir custos e tempo de produção. Testes externos confirmaram que módulos NAND de 1TB de iPhones novos são compatíveis com os notebooks

A Apple adotou uma estratégia de unificação de componentes para simplificar sua cadeia de suprimentos, utilizando a mesma memória flash NAND tanto no iPhone 16 Pro quanto no MacBook Neo. Essa padronização de peças, que inclui também o uso de um chip A18 Pro modificado nos notebooks, permite que a empresa reduza custos e tempo de produção ao evitar a criação de linhas de fabricação independentes para diferentes tamanhos e espessuras de chips.
A compatibilidade técnica entre os dispositivos foi evidenciada por meio de modificações realizadas pelo criador de conteúdo dosdude1. O YouTuber demonstrou que o módulo NAND K8A5 de 1TB, proveniente de iPhones, possui dimensões e espessura idênticas à memória flash do MacBook Neo, permitindo a substituição do componente. O procedimento, no entanto, exige que o módulo de flash seja completamente novo; chips retirados de aparelhos iPhone 16 Pro ou 16 Pro Max que já contenham dados e sistema operacional gravados não são detectados pelo notebook.
Essa arquitetura de hardware oferece à companhia de Cupertino uma vantagem competitiva e financeira, especialmente diante da crise global de DRAM que elevou os preços de SSDs no mercado. Enquanto fabricantes de laptops dependem de SSDs M.2 de terceiros, a Apple protege suas margens de lucro ao centralizar a aquisição de componentes para múltiplos produtos. Embora a empresa ainda enfrente custos premium para garantir a oferta de RAM e manter sua posição no mercado, a interoperabilidade entre as memórias de seus dispositivos móveis e computadores serve como um mecanismo de proteção contra a escassez de armazenamento.