Astronautas de Artemis II recebem até R$ 750 mil anuais em salários federais
A NASA paga seus astronautas entre 100 mil e 150 mil dólares anuais, de acordo com a escala do sistema General Schedule. Os participantes da missão Artemis II recebem salários baseados nessa faixa, sem bônus adicionais por voar ao espaço. A agência argumenta que o salário reflete todo o trabalho realizado pelos astronautas, incluindo anos de treinamento e preparação
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A missão Artemis II marca o retorno dos voos tripulados ao redor da Lua após mais de 50 anos desde o programa Apolo. No entanto, além do desafio técnico envolvido nessa empreitada histórica, uma questão intrigante ganha destaque: como os astronautas são remunerados por sua participação?
A resposta está ligada à estrutura salarial federal dos Estados Unidos e ao sistema General Schedule (GS) utilizado pela NASA. Esse modelo estabelece salários que variam entre 100 mil e 150 mil dólares anuais, dependendo da experiência e do cargo dentro da agência.
Os astronautas participantes de Artemis II, como Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, recebem um salário baseado nessa escala. No entanto, é importante notar que eles não recebem bônus específicos por voarem ao espaço ou pela duração da viagem.
A única compensação adicional oferecida aos astronautas é uma diária para deslocamento, cujo valor pode variar entre 1,20 dólares e cerca de 5 dólares em missões recentes. Essa quantia parece simbólica considerando o contexto operacional envolvido.
O trabalho de astronauta exige um alto nível de exigência física e mental, além dos riscos associados à perda de densidade óssea ou alterações neurológicas. A NASA argumenta que o salário reflete todo o trabalho realizado pelos astronautas, incluindo anos de treinamento e preparação.
A política salarial da agência reforça a ideia de que ser um astronauta não é uma carreira voltada para ganhar dinheiro, mas sim para ter uma profissão científica e técnica de alto nível. Viajar ao espaço continua sendo, para muitos, uma recompensa valiosa por seus esforços.
A estrutura salarial da NASA tem sido objeto de debate em casos como o dos astronautas Suni Williams e Butch Wilmore, que permaneceram mais tempo do que previsto na Estação Espacial Internacional sem receber pagamento por horas extras. Essa limitação no sistema remuneratório é um ponto a ser considerado.
Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense, não divulgou cifras concretas sobre sua remuneração, mas seu salário provavelmente seguiria critérios semelhantes estabelecidos por sua própria agência.