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Astronautas de Artemis II recebem até R$ 750 mil anuais em salários federais

31 de Março de 2026 às 09:23

A NASA paga seus astronautas entre 100 mil e 150 mil dólares anuais, de acordo com a escala do sistema General Schedule. Os participantes da missão Artemis II recebem salários baseados nessa faixa, sem bônus adicionais por voar ao espaço. A agência argumenta que o salário reflete todo o trabalho realizado pelos astronautas, incluindo anos de treinamento e preparação

Astronautas de Artemis II recebem até R$ 750 mil anuais em salários federais
Reuters/Joe Skipper

A missão Artemis II marca o retorno dos voos tripulados ao redor da Lua após mais de 50 anos desde o programa Apolo. No entanto, além do desafio técnico envolvido nessa empreitada histórica, uma questão intrigante ganha destaque: como os astronautas são remunerados por sua participação?

A resposta está ligada à estrutura salarial federal dos Estados Unidos e ao sistema General Schedule (GS) utilizado pela NASA. Esse modelo estabelece salários que variam entre 100 mil e 150 mil dólares anuais, dependendo da experiência e do cargo dentro da agência.

Os astronautas participantes de Artemis II, como Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, recebem um salário baseado nessa escala. No entanto, é importante notar que eles não recebem bônus específicos por voarem ao espaço ou pela duração da viagem.

A única compensação adicional oferecida aos astronautas é uma diária para deslocamento, cujo valor pode variar entre 1,20 dólares e cerca de 5 dólares em missões recentes. Essa quantia parece simbólica considerando o contexto operacional envolvido.

O trabalho de astronauta exige um alto nível de exigência física e mental, além dos riscos associados à perda de densidade óssea ou alterações neurológicas. A NASA argumenta que o salário reflete todo o trabalho realizado pelos astronautas, incluindo anos de treinamento e preparação.

A política salarial da agência reforça a ideia de que ser um astronauta não é uma carreira voltada para ganhar dinheiro, mas sim para ter uma profissão científica e técnica de alto nível. Viajar ao espaço continua sendo, para muitos, uma recompensa valiosa por seus esforços.

A estrutura salarial da NASA tem sido objeto de debate em casos como o dos astronautas Suni Williams e Butch Wilmore, que permaneceram mais tempo do que previsto na Estação Espacial Internacional sem receber pagamento por horas extras. Essa limitação no sistema remuneratório é um ponto a ser considerado.

Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense, não divulgou cifras concretas sobre sua remuneração, mas seu salário provavelmente seguiria critérios semelhantes estabelecidos por sua própria agência.

Com informações de El Confidencial

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