Aumento das temperaturas globais impulsiona a busca por alternativas eficientes ao ar-condicionado tradicional
A busca por alternativas ao ar-condicionado impulsiona o uso de ventiladores e nebulizadores, com modelos da DREO, Shark, Dyson, Dreame e Husjet. Os aparelhos variam entre opções de purificação de ar, resfriamento por contato térmico e nebulização para climas secos. Os preços oscilam entre 60 e 350 euros, dependendo da potência, portabilidade e funcionalidades
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O aumento das temperaturas globais tem impulsionado a busca por alternativas eficientes à climatização tradicional. Em Madrid, por exemplo, a média térmica de junho e julho atingiu 24,5 graus, superando em 0,7 graus os recordes de 2022 e 2025, com o bairro de Retiro registrando 42 noites tropicais. Diante desse cenário, o uso de ventiladores e nebulizadores surge como estratégia para reduzir a dependência do ar-condicionado e diminuir os custos de energia.
Soluções de nebulização e resfriamento ativo
Para ambientes com baixa umidade, os aparelhos que combinam ventilação com a dispersão de partículas de água são mais eficazes. A marca DREO oferece duas opções distintas: o TurboCool 516S, um modelo compacto de 48 W com reservatório de 1,3 litros, custando entre 60 e 99,99 euros, e o TurboCool 765S, voltado para maior potência. Este último possui 12 velocidades, reservatório de 6 litros, consome entre 90 e 96 W e custa 219,99 euros.
Uma técnica para potencializar esses aparelhos é a criação de uma "cortina de água", adicionando gelo ou garrafas congeladas ao reservatório para manter a temperatura baixa por mais tempo. No entanto, a eficácia dos nebulizadores cai drasticamente em dias de alta umidade, funcionando melhor como complemento ao ar-condicionado ou para a manutenção de plantas durante ondas de calor.
Para quem busca mobilidade, o Shark HydroGo (entre 115 e 149,99 euros) oferece portabilidade com peso de 1,8 kg e certificação IPX5, embora possua um reservatório reduzido de 150 ml.
Tecnologia sem hélices e purificação de ar
A Dyson aposta em um design industrial com a tecnologia Air Multiplier, que projeta o ar sem as pás tradicionais. O Dyson Cool AM07 (entre 300 e 350 euros) destaca-se por filtrar o ar enquanto ventila, sendo ideal para cidades com alta poluição. O aparelho consome 56 W e opera com 10 velocidades.
Já o Dyson CF1, versão de mesa, foca no silêncio e na economia, consumindo apenas 30 W e atingindo 29 dB em sua potência máxima, o que o torna indicado para dormitórios.
Como alternativa intermediária, o Dreame MF10 (entre 252 e 299 euros) oferece oscilação de até 270 graus, movendo-se vertical e horizontalmente. Essa característica facilita a distribuição rápida do ar frio proveniente de aparelhos de ar-condicionado por todo o cômodo, apesar de apresentar maior ruído em velocidades altas.
Dispositivos portáteis e refrigeração pessoal
Para uso em transportes públicos ou escritórios, os ventiladores de bolso ganharam espaço. O Husjet Mini Cool (cerca de 99 euros) foca em potência, com 65.000 rpm e jato de ar a 25 metros por segundo, pesando apenas 212 gramas.
O Shark Chill Pill (129,99 euros) adota uma abordagem diferente com a placa InstaChill, que resfria a pele por contato direto, além de possuir função de nebulização com reservatório de 14 ml. Com bateria para até 11 horas, ele prioriza a autonomia em vez da potência do fluxo de ar.
Guia de escolha por perfil de uso
| Necessidade | Modelo Recomendado | Diferencial Principal |
|---|---|---|
| Silêncio para dormir | Dyson CF1 | Baixo ruído (29 dB) e baixo consumo |
| Áreas amplas e filtragem | Dyson AM07 | Purificação de ar e maior volume de vento |
| Baixo custo e clima seco | TurboCool 516S | Nebulização acessível e controle por voz |
| Distribuição de ar no ambiente | Dreame MF10 | Oscilação ampla de 270 graus |
| Mobilidade e trabalho externo | Husjet Mini Cool | Alta rotação e peso reduzido |
| Resfriamento facial direto | Shark Chill Pill | Placa de refrigeração térmica |
Além da escolha do aparelho, a eficiência térmica depende de hábitos como a ventilação cruzada — abrindo janelas opostas nos horários mais frescos do dia — e o uso de persianas fechadas durante a tarde para impedir a entrada de calor no imóvel.