Bill Gates alerta que a inteligência artificial pode facilitar a criação de patógenos letais
Bill Gates alerta que a inteligência artificial pode ser utilizada para criar patógenos letais e ataques cibernéticos, como ransomware e fraudes financeiras. O empresário estima que o risco de bioterrorismo seja 50 vezes maior que o de pandemias naturais
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A inteligência artificial está impulsionando avanços significativos na cibersegurança, no desenvolvimento de vacinas e na medicina, mas a mesma tecnologia amplia a vulnerabilidade global a ameaças devastadoras. O cofundador da Microsoft, Bill Gates, alerta que a capacidade de processamento dessas ferramentas pode ser desviada para a criação de novas doenças mortais e a execução de ataques cibernéticos sofisticados.
Riscos biológicos e bioterrorismo
A preocupação com a manipulação genética não é recente; em 2017, durante uma conferência de segurança em Munique, Gates já havia previsto que a próxima epidemia poderia surgir de um computador utilizado por terroristas. Atualmente, ele considera que o risco do bioterrorismo é aproximadamente 50 vezes mais provável e aterrorizante do que a ocorrência de uma pandemia de origem natural.
O impacto prático dessa ameaça é severo: a criação de um patógeno respiratório via engenharia genética poderia resultar na morte de mais de 30 milhões de pessoas em um período inferior a um ano.
Vulnerabilidades digitais e controle da IA
Para o empresário, o perigo imediato não reside em uma rebelião de máquinas contra a humanidade, mas sim na falta de controle sobre as IAs e no uso dessas capacidades por criminosos. A convergência entre modelos avançados, ausência de medidas de proteção e agentes mal-intencionados deve gerar instabilidades no próximo ano.
Os principais pontos de impacto na cibersegurança incluem:
- Aumento de ataques de ransomware;
- Manipulações deliberadas em mercados financeiros.
Em artigo publicado em agosto de 2026, Gates reforçou a dualidade da tecnologia, pontuando que, enquanto a IA salvará vidas através de novos medicamentos, ela simultaneamente facilitará a engenharia de patógenos letais.