Bill Gates projeta que a integração entre robótica e inteligência artificial automatizará tarefas manuais complexas
Bill Gates prevê que a união entre robótica e inteligência artificial automatizará tarefas manuais em setores como construção e saúde. A tendência, impulsionada por empresas como a Nvidia, visa suprir a falta de mão de obra e aumentar a produtividade. O empresário projeta que tais mudanças possam reduzir a jornada de trabalho diária
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Bill Gates projeta que a integração entre inteligência artificial e robótica avançada transformará não apenas as funções digitais, mas também as atividades manuais, impactando setores como construção civil, hotelaria, armazéns e fábricas. O fundador da Microsoft defende que a criação de robôs humanoides, capazes de se locomover em ambientes complexos e manipular objetos com precisão, permitirá a automação de tarefas que hoje exigem habilidades humanas específicas.
Essa tendência já é impulsionada por empresas como a Nvidia, que desenvolve máquinas para assumir trabalhos repetitivos em locais onde a escassez de mão de obra eleva os custos operacionais. Para Gates, a aplicação dessas tecnologias deve mitigar a falta de profissionais em áreas críticas. Na saúde, a IA generativa poderia otimizar diagnósticos, reduzir a burocracia administrativa e ampliar o atendimento a pacientes sem acesso a especialistas. No campo da educação, a expectativa é que ferramentas tecnológicas ofereçam suporte pedagógico em regiões com carência de professores e recursos.
O aumento da produtividade derivado desse processo poderá alterar a dinâmica do emprego, reduzindo a carga horária diária e permitindo aposentadorias antecipadas. O empresário argumenta que a sociedade precisará repensar a gestão do tempo, já que parte do trabalho deixaria de ser essencial.
Em entrevista ao podcast "People by WTF", Gates relacionou essa perspectiva à previsão feita por John Maynard Keynes em 1930, sobre a redução da jornada de trabalho para 15 horas semanais, algo que não ocorreu até então. Aos quase 70 anos, o fundador da Microsoft admitiu a dificuldade de conceber tal mudança em um mundo historicamente marcado pela escassez, ressaltando que, embora não precise mais trabalhar, continua a fazê-lo por interesse pessoal.