China implementa frota com mais de 300 robôs autônomos em parque temático de Zhuhai
A fabricante Agibot implantou mais de 300 robôs autônomos, incluindo modelos humanoides e caninos, no Chimelong Spaceship Park, em Zhuhai. As máquinas realizam entretenimento, suporte a turistas e recepção hoteleira via rede 5G-Advanced. A operação serve como campo de testes para a IA encarnada em ambientes públicos
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A fabricante chinesa Agibot implementou a maior frota de robôs autônomos em espaços públicos da China, com mais de 300 unidades operando no Chimelong Spaceship Park, em Zhuhai. O projeto, desenvolvido em parceria com o Chimelong Group e a China Mobile, coloca a inteligência artificial encarnada em interação direta com famílias e turistas em áreas de circulação e hotéis, rompendo a barreira de atrações fechadas ou ambientes controlados de laboratório.
Operação e funcionalidades da frota
Diferente de modelos tradicionais de parques temáticos, que dependem de trilhos ou controle remoto, os robôs da Agibot atuam de forma independente. A frota é composta majoritariamente por humanoides, complementados por robôs caninos, que desempenham funções variadas:
- Interação e Entretenimento: Realização de demonstrações de ginástica, tai chi, artes marciais e partidas de tênis de mesa.
- Suporte ao Visitante: Orientação de turistas, resposta a perguntas e explicações sobre as exposições do parque.
- Hospitalidade: Recepção de hóspedes em hotéis, manutenção de conversas e assistência personalizada.
A infraestrutura tecnológica baseia-se na arquitetura Três inteligências em um, que integra locomoção, interação e manipulação. Para evitar conflitos entre as 300 unidades e garantir a coordenação centralizada, a operação utiliza uma rede 5G-Advanced de baixa latência. O marco da implantação foi consolidado com a entrega da máquina número 20.000 produzida pela Agibot.
Coleta de dados e segurança
O desploiamento em um complexo turístico com milhões de visitantes anuais serve como um campo de testes para a IA encarnada, permitindo que as máquinas aprendam a lidar com ambientes caóticos e não programados. Para sustentar essa evolução, a Agibot e a Chimelong fundaram um centro de pesquisa conjunto focado em ambientes culturais e turísticos, com planos de expandir a frota para outros hotéis e complexos.
Quanto à segurança, a empresa implementou sistemas de proteção ativos e passivos. Os robôs possuem sensores para desvio de obstáculos que interrompem o movimento ao detectar pedestres, além de um mecanismo de desconexão imediata em caso de contato físico. Os dados coletados pelos sensores são anonimizados e armazenados em servidores locais.
Impacto no mercado global de robótica
A escala da operação chinesa contrasta com a abordagem de empresas ocidentais, como a Disney. Enquanto a indústria americana ainda utiliza majoritariamente animatrônicos teledirigidos ou protótipos limitados a áreas seguras e supervisionadas, a China avança para a autonomia total em espaços públicos.
Esse movimento reflete a dominância industrial de Pequim no setor. Dados da Bloomberg indicam que a China detinha cerca de 90% das exportações mundiais de robótica em 2025, saltando para mais de 97% no primeiro semestre de 2026. A estratégia governamental visa integrar essas máquinas em larga escala em museus, centros comerciais e residências para idosos, antecipando previsões ocidentais que estimavam a chegada de humanoides em serviços comerciais apenas para meados da década de 2030.