China lança plano de ação para integrar inteligência artificial ao desenvolvimento industrial e governança social
A China implementou o plano IA+ para integrar a inteligência artificial à indústria, governança e cultura, focando na produção de chips de alta performance. A estratégia busca a independência tecnológica e a mitigação de riscos à segurança nacional e estabilidade política
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A China intensificou sua estratégia para liderar a revolução da inteligência artificial, integrando a tecnologia ao desenvolvimento industrial, à governança social e à construção cultural por meio de um novo plano de ação denominado IA+. A iniciativa, detalhada pelo ministro de Segurança e chefe dos serviços de inteligência, Chen Yixin, visa transformar a IA no principal motor de inovação do país, desde que a segurança seja tratada como um requisito fundamental.
Soberania tecnológica e infraestrutura
Para garantir a competitividade global, Pequim foca na superação de barreiras técnicas críticas, com prioridade na produção de chips de alta performance. O objetivo central é a criação de um ecossistema de hardware e software de IA que seja básico, independente e totalmente controlável pelo Estado.
Essa movimentação ocorre sob as diretrizes do Secretário-Geral do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping, que determinou a implementação de mecanismos regulatórios e a aceleração de sistemas de prevenção e controle de riscos de segurança.
Segurança nacional e guerra cognitiva
O governo chinês identifica a tecnologia como um vetor de riscos à estabilidade política e ideológica. Chen Yixin alertou para a ação de indivíduos e forças hostis que utilizam a IA para a criação de deepfakes, trolls e a geração de conteúdos sintéticos (áudio, texto e imagem) para propagar rumores e incitar confrontações. Para Pequim, essas práticas configuram uma "guerra cognitiva" e de propaganda que ameaça a segurança institucional do país.
No campo bélico, a China reconhece que a IA está alterando a natureza dos conflitos militares. A estratégia chinesa agora prioriza a adaptação à "guerra inteligente", onde a vantagem estratégica pertence a quem dominar algoritmos capazes de proporcionar julgamentos e ataques mais precisos. Nesse contexto, o ministro citou a aplicação militarizada da tecnologia pelos Estados Unidos em operações contra o Irã.
Divergências globais e regulação
Enquanto a China estrutura sua expansão baseada em leis rigorosas e prevenção de riscos, o cenário nos EUA apresenta fragmentação. Recentemente, líderes do setor tecnológico americano solicitaram a desaceleração do desenvolvimento descontrolado da IA. Esse movimento foi ecoado por Jacob Coxon, ex-pesquisador de segurança da Anthropic, que renunciou ao cargo sob a premissa de que a tecnologia poderia causar a extinção humana até o fim da década.
Apesar dos alertas, a Casa Branca defende a continuidade dos avanços para evitar que a China assuma a liderança tecnológica. Em contrapartida, o presidente Donald Trump rejeitou a necessidade de regulamentações complexas, afirmando que a gestão da tecnologia depende apenas de uma liderança presidencial forte e inteligente.