Complexos Árticos Guardam Tesouros Vitais em Câmaras a -18 Graus Celsius
Dois complexos, um em Svalbard e outro na região do Ártico, armazenam cerca de 1.400 mil sementes pertencentes a seis mil espécies plantas cultivadas em diversas partes do mundo. O objetivo é garantir que essas plantas possam ser recuperadas caso haja guerras ou crises ambientais destruindo coleções agrícolas ao redor do mundo. Em 2015, esse recurso foi utilizado para ajudar a Síria após uma guerra civil ter destruído seu banco nacional de sementes
Em pleno Ártico, dois complexos seguem guardando tesouros vitais para a sobrevivência humana. O banco de sementes em Svalbard é responsável por armazenar cópias de plantas cultivadas em diversas regiões do mundo e possui cerca de 1,4 milhão de amostras pertencentes a seis mil espécies.
A temperatura constante dentro das câmaras alcança -18 graus Celsius. Três portas de aço protegem o acesso ao salão principal onde ficam as salas do banco de sementes. Cada uma delas possui capacidade para armazenar até três mil caixas especiais, que contêm sementes preservadas.
O objetivo desse sistema é garantir que plantas importantes possam ser recuperadas caso guerras ou crises ambientais destruam coleções agrícolas ao redor do mundo. Em 2015, esse recurso foi utilizado pela primeira vez para ajudar a Síria após uma guerra civil ter destruído o seu banco nacional de sementes.
A poucos quilômetros desse complexo também está outro cofre global que preserva registros culturais e científicos. Esse local é instalado em uma antiga mina de carvão, onde foram guardados arquivos históricos e digitais. O projeto inclui reconstruções digitais de peças do Museu Nacional do Brasil.
Esses dois cofres são fundamentais para garantir a sobrevivência humana no caso de catástrofes globais ou outras crises que possam ocorrer ao longo da história.