Empresa chinesa desenvolve sistema de laser com inteligência artificial para eliminar mosquitos
A chinesa Photon Matrix criou o Blue Laser Mosquito Air Defense, sistema que usa laser e inteligência artificial para eliminar até 30 mosquitos por segundo. O dispositivo possui versões interna e externa, com preços entre US$ 988 e US$ 1.088, e opera em um alcance de seis metros
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A empresa chinesa Photon Matrix desenvolveu o Blue Laser Mosquito Air Defense, um sistema de defesa contra insetos que utiliza um canhão laser de alta precisão guiado por inteligência artificial. O dispositivo é capaz de identificar e eliminar até 30 mosquitos por segundo, operando como uma versão miniaturizada de sistemas de defesa aérea.
Tecnologia de detecção e eliminação
O funcionamento do aparelho baseia-se na integração de LiDAR, radar de ondas milimétricas e visão computacional. O módulo LiDAR dispara milhares de feixes de luz que, ao ricochetear em objetos sólidos, permitem ao sistema calcular a distância, a orientação e o tamanho do alvo em três milissegundos.
Para a eliminação, o dispositivo utiliza um sistema de espelhos galvanométricos que posicionam um laser azul para disparar um pulso mortal contra o inseto. A tecnologia é capaz de abater alvos de apenas 2 milímetros que voem a velocidades de até 1 metro por segundo, dentro de um campo de detecção de 90 graus e alcance de seis metros.
A inteligência artificial analisa os padrões de movimento para diferenciar mosquitos de partículas de poeira ou ruídos do sensor, garantindo que o laser não seja disparado contra outros insetos, como mariposas ou borboletas.
Segurança e modelos disponíveis
Para evitar acidentes, o radar de ondas milimétricas monitora constantemente a área. Caso detecte a presença de pessoas ou animais de estimação, o sistema bloqueia automaticamente a ativação do laser. Segundo o desenvolvedor Wong, o pulso é inofensivo para seres humanos.
A Photon Matrix oferece duas versões do produto:
- Modelo externo: Utiliza laser azul, custa US$ 1.088 e acompanha uma bateria de 20.000 mAh (com autonomia de quatro horas), além de uma base com rotação de 360 graus.
- Modelo interno: Projetado para espaços fechados, utiliza detecção por infravermelho e um laser invisível, com preço de US$ 988.
Ambas as unidades são extremamente silenciosas e podem ser gerenciadas via aplicativo, que oferece programações de horários, ajuste de ângulo de escaneamento, análise de dados e um mapa de calor dos insetos abatidos.
Limitações e contexto sanitário
Apesar da inovação, o dispositivo possui restrições práticas. O alcance limitado impede a proteção de grandes áreas públicas ou quintais extensos, e a eficácia dos sensores ópticos é reduzida durante chuvas. Além disso, o custo de produção elevado é um desafio que a empresa tenta mitigar através da expansão da distribuição global.
O lançamento ocorre em um cenário de expansão territorial de espécies como o Aedes aegypti e o Aedes albopictus, impulsionada pelo aquecimento global. O aumento das temperaturas tem elevado a frequência de surtos de dengue, chikungunya, Zika e vírus do Nilo Ocidental, com registros crescentes em países como França, Itália, Espanha e Croácia.
Estratégias complementares de controle
O canhão laser integra um conjunto de defesas contra a proliferação de mosquitos, que inclui desde modificações genéticas até soluções de baixo custo. Um exemplo é a "ovillanta", criada pelo professor Gérard Ulíbarri da Universidade Laurentian.
A técnica utiliza fragmentos de pneus velhos preenchidos com água e papel para atrair mosquitos, que depositam seus ovos no local devido aos compostos químicos da borracha. A água é drenada e filtrada semanalmente para remover as larvas, mantendo as feromonas que atraem novos insetos. Em testes na Guatemala, as ovillantas eliminaram quase 18 mil larvas por mês, superando em sete vezes a eficácia de armadilhas convencionais e reduzindo a incidência de dengue na região.