Estados Unidos testam sistema de esferas flutuantes para gerar eletricidade a partir de ondas oceânicas
Os Estados Unidos testaram o protótipo Ocean-2, da empresa Panthalassa, que converte o movimento das ondas em eletricidade no Puget Sound. O sistema modular de 10 metros de diâmetro atingiu picos de 50 quilowatts de produção energética. A estrutura utiliza ligas resistentes à corrosão, sistemas hidráulicos e elementos piezoelétricos
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Os Estados Unidos implementaram um sistema experimental de energia das ondas no oceano, utilizando estruturas esféricas flutuantes para converter o movimento marítimo em eletricidade estável. O projeto, liderado pela empresa Panthalassa, visa superar as barreiras técnicas que historicamente limitaram a viabilidade da energia undimotriz.
O protótipo, denominado Ocean-2, foi submetido a testes nas águas do Puget Sound. Durante a fase de experimentação, realizada em parceria com a Everett Ship Repair, o dispositivo alcançou picos de produção de 50 quilowatts em condições favoráveis, mantendo a estabilidade operacional mesmo sob a influência de correntes complexas, conforme monitoramento via satélite.
Engenharia e Durabilidade
Para enfrentar desafios como a corrosão, o crescimento biológico e o desgaste mecânico causados por tempestades, o Ocean-2 utiliza uma arquitetura modular. Diferente de sistemas tradicionais que resistem à força da água, este modelo acompanha o movimento natural das ondas, permitindo que seus componentes se flexionem e balanceiem.
A estrutura possui as seguintes características técnicas:
- Dimensões: Diâmetro aproximado de 10 metros.
- Materiais: Ligas resistentes à corrosão e materiais compostos.
- Mecanismo de Geração: Combinação de elementos piezoelétricos e sistemas hidráulicos, reduzindo a dependência de peças rígidas.
Impacto Ambiental
A viabilidade do projeto também contemplou a análise do ecossistema marinho. O Dr. Liam Chen, responsável ambiental da iniciativa, destacou que a instalação do sistema não provocou alterações significativas na vida local, reforçando a premissa de que a sustentabilidade do projeto depende da harmonia com o ambiente oceânico.