Estudantes criam a primeira ambulância movida a energia solar do mundo para regiões remotas
Estudantes da Universidade Tecnológica de Eindhoven criaram a Stella Juva, primeira ambulância solar do mundo, para atuar como clínica móvel em áreas remotas. O veículo atinge 120 km/h, possui autonomia de 715 km e transporta equipamentos de diagnóstico e refrigeração de insumos. O protótipo será testado no Quênia em parceria com a Amref Health Africa
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Estudantes da Universidade Tecnológica de Eindhoven desenvolveram a Stella Juva, a primeira ambulância movida a energia solar do mundo. O veículo foi projetado para operar como uma clínica móvel em regiões remotas, onde a infraestrutura de transportes é precária e o acesso a hospitais é limitado por longas distâncias.
O veículo atinge a velocidade de 120 km/h e possui uma autonomia de até 715 quilômetros em dias de sol. Para garantir a operação contínua, a Stella Juva utiliza painéis fotovoltaicos no teto que alimentam tanto a propulsão quanto os aparelhos médicos, contando ainda com uma bateria integrada para funcionamento noturno ou em condições climáticas nubladas.
Equipamentos e assistência médica remota
Diferente de ambulâncias convencionais, o foco do projeto é levar o centro de saúde até o paciente. O interior conta com duas camas e espaço para a instalação de dispositivos de diagnóstico e tratamento, incluindo:
- Aparelho de raio-x portátil;
- Ecógrafo para acompanhamento gestacional;
- Equipamentos para testes de tuberculose;
- Desfibrilador;
- Sistema de armazenamento refrigerado.
A capacidade de gerar a própria energia é fundamental para a manutenção da cadeia de frio, permitindo que vacinas e insumos termossensíveis sejam conservados durante deslocamentos em áreas com eletricidade instável, facilitando campanhas de imunização e diagnósticos básicos.
Testes de campo e escalabilidade
Para validar a eficiência do protótipo, a equipe planeja levar o veículo ao Quênia. Em parceria com a Amref Health Africa, a Stella Juva será testada em cenários de altas temperaturas, poeira e estradas de terra, visando analisar a viabilidade de integração em programas de saúde pública para reduzir a dependência de transporte público e o custo de combustíveis.
O veículo já foi equipado com pneus de reposição, ferramentas e pás para enfrentar terrenos difíceis. O projeto foi liderado por Mathijs van Gerven, estudante de engenharia biomédica, e executado por um grupo de 23 alunos ao longo de um ano.
Agora, o objetivo é atrair a colaboração de empresas de tecnologia para transformar o protótipo em uma solução robusta e reproduzível em larga escala, otimizando a assistência médica em zonas de difícil acesso.