George Clooney alerta sobre os riscos de deepfakes e a manipulação de imagens de líderes políticos
George Clooney alertou no simpósio O Futuro da Criatividade sobre os riscos de deepfakes e a manipulação de imagens de líderes políticos. O ator mencionou vídeos falsos de si mesmo e de Vladimir Putin para exemplificar a dificuldade de verificar a autenticidade de conteúdos. Maggie Gyllenhaal também relatou ter descartado o uso de IA generativa no curta Flesh Impact por preferir a atuação humana
:format(jpg)/f.elconfidencial.com%2Foriginal%2Fcc9%2F13a%2F89a%2Fcc913a89a39daf41e18aef1df05094b7.jpg)
George Clooney alertou para os riscos da criação de vídeos hiper-realistas via deepfakes, capazes de simular situações inexistentes com precisão alarmante. Durante o simpósio "O Futuro da Criatividade", promovido por Finch & Partners e Creative Artists Agency em Veneza, o ator relatou ter encontrado animações geradas por inteligência artificial onde ele aparece conversando com Barack Obama sobre temas inventados.
Embora tais conteúdos possam parecer inofensivos, Clooney destacou a gravidade do uso dessas ferramentas para manipular a imagem de líderes políticos. O ator exemplificou o perigo geopolítico ao questionar a reação global diante de um vídeo falso do presidente russo, Vladimir Putin, anunciando um ataque nuclear contra os Estados Unidos, evidenciando a dificuldade crescente em verificar a autenticidade de rostos e vozes.
Impacto na indústria cinematográfica
A discussão sobre a IA generativa também alcançou a viabilidade profissional em Hollywood. Clooney admitiu que a tecnologia deve substituir parte de suas funções como ator, porém argumentou que a capacidade de criar uma estrela permanece como um desafio técnico e artístico complexo para as máquinas.
Essa visão foi complementada pela experiência prática de Maggie Gyllenhaal. A atriz e diretora testou a aplicação de inteligência artificial no curta-metragem Flesh Impact, obra protagonizada por Dakota Johnson sobre Marilyn Monroe. A pedido de sua equipe, Gyllenhaal experimentou a ferramenta, mas descartou o uso da tecnologia na produção final.
Para a cineasta, a ferramenta não funcionou, pois a interpretação de Dakota Johnson entregou nuances humanas e emoções que a IA foi incapaz de reproduzir, tornando a performance da atriz superior e mais viva do que qualquer resultado sintético.