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Google lança linha de notebooks premium com sistema operacional que integra Android e ChromeOS

23 de Setembro de 2026 às 09:27 4 min de leitura

A Google lançou notebooks premium com o sistema GoogleBook OS, desenvolvido em parceria com Acer, ASUS, Dell, HP e Lenovo. Os aparelhos integram Android 17 e ChromeOS, possuem NPUs para inteligência artificial e preços entre 899 e 1.299 dólares. O lançamento ocorre nas próximas semanas nos Estados Unidos e em quatro países europeus

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Google lança linha de notebooks premium com sistema operacional que integra Android e ChromeOS
Detalle de uno de los Googlebooks. Foto: Cedida

O mercado de computadores portáteis passa por uma reestruturação estratégica em 2026. Enquanto a Apple tenta atrair consumidores de entrada com o MacBook Neo — modelo acessível lançado no primeiro semestre por 699 euros (ou 599 euros para estudantes), mas que sofreu um reajuste de 100 euros devido à crise de memórias —, a Google move-se na direção oposta. A empresa apresenta agora uma linha de máquinas premium projetadas para romper com a imagem de dispositivos escolares dos Chromebooks.

A nova era do GoogleBook OS

A Google estabeleceu parcerias com a Acer, ASUS, Dell, HP e Lenovo para lançar notebooks que utilizam o GoogleBook OS. Este novo sistema operacional funde a base do Android 17 com camadas do ChromeOS, eliminando a necessidade de emulações e permitindo que aplicativos móveis rodem de forma nativa em telas grandes.

O objetivo central é criar um ecossistema fluido para usuários de celulares Android. A integração permite que, ao ligar o notebook, o usuário recupere automaticamente senhas, mensagens e contatos. O recurso Continue On possibilita retomar tarefas iniciadas no smartphone diretamente na barra de tarefas do computador, enquanto um gerenciador de arquivos integrado permite acessar documentos e fotos do celular sem a necessidade de transferências externas.

Hardware e Performance

Para viabilizar essa sincronização e a execução de inteligência artificial localmente, as máquinas são equipadas com NPUs (Unidades de Processamento Neural) com capacidade superior a 45 TOPS.

A linha apresenta diferentes configurações conforme o fabricante:

  • Acer: Opção de entrada por 899 dólares, com tela OLED de 14 polegadas e processador Intel Core Ultra 5.
  • Lenovo: Modelo de 1.099 dólares com tela touchscreen de 15,3 polegadas.
  • Dell XPS Googlebook: Vendido a 1.199 dólares, equipado com o chip Snapdragon X Elite da Qualcomm.
  • HP Googlebook 14: Preço de 1.299 dólares, também com Snapdragon X Elite.
  • ASUS: Modelo de 1.299 dólares utilizando processadores Panther Lake da Intel.

O destaque técnico recai sobre a arquitetura ARM da Qualcomm. Como os apps Android são nativos para essa estrutura, os modelos da Dell e HP atingem autonomia de bateria entre 18 e 19 horas. O processador Qualcomm Oryon de doze núcleos (4 GHz) e largura de banda de 135 GB/s visa eliminar travamentos, complementado por gráficos Adreno capazes de suportar três monitores 4K externos, Wi-Fi 7 e autenticação facial por hardware.

Recursos de IA e Desenvolvimento

Todos os modelos possuem chassi em alumínio-magnésio, peso aproximado de um quilo, 16 GB de RAM e 512 GB de SSD. A experiência de software inclui uma tecla dedicada ao Google e um ano de assinatura do plano Google AI Pro com Gemini Advanced.

A principal inovação é o Magic Pointer, desenvolvido pela Deepmind. Trata-se de um cursor inteligente que interpreta o contexto da tela em tempo real. A ferramenta permite traduzir textos, organizar tabelas ou aplicar designs visuais em fotos apenas apontando o mouse, transformando o sistema em um assistente contínuo.

Para o público técnico, a Google integrou um ambiente Linux isolado via hipervisor. Isso permite que desenvolvedores utilizem a ferramenta de programação Antigravity, impulsionada por agentes de IA, além de suportar Claude Code e Codex.

Posicionamento de Mercado

Apesar do avanço em hardware e das telas OLED que superam as do MacBook Air em especificações, a linha Googlebook enfrenta o desafio da falta de softwares profissionais de desktop, comuns no Windows e macOS.

O lançamento ocorre nas próximas semanas nos Estados Unidos e em quatro países europeus, incluindo a Espanha. No Reino Unido, os preços aproximam-se de 1.000 libras. Com essa estratégia, a Google tenta posicionar o Android como um sistema de trabalho viável, enquanto a Apple foca no mercado intermediário.

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