Governos e tribunais de diversos países implementam restrições ao uso de óculos inteligentes por privacidade
Governos, tribunais e empresas de diversos países implementam restrições ao uso de óculos inteligentes devido a riscos de privacidade. Medidas incluem a proibição de dispositivos com gravação em tribunais dos Estados Unidos, Inglaterra e País de Gales, além de propostas de banimento em espaços públicos na Noruega e análise de regulação na Austrália e União Europeia
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Governos, tribunais e empresas ao redor do mundo iniciaram a implementação de restrições ao uso de óculos inteligentes, motivados por riscos à privacidade e segurança. A tecnologia, que ganhou escala com os modelos da Meta em parceria com a Ray-Ban, possibilita a captura de áudio, fotos e vídeos, gerando preocupações sobre o registro de informações confidenciais ou de pessoas sem a devida autorização.
Restrições no Judiciário e Espaços Públicos
Nos Estados Unidos, o Sistema Judiciário Unificado de Nova York baniu a entrada de dispositivos desse tipo em todas as suas instalações desde 20 de julho. A medida abrange tanto óculos de grau quanto modelos sem grau que possuam microfones, câmeras, computadores ou qualquer tecnologia de gravação. Para acessar os locais, os visitantes devem entregar os aparelhos aos funcionários dos tribunais.
Movimento semelhante ocorre na Inglaterra e no País de Gales, onde tribunais proibiram os óculos da Meta para evitar a gravação de imagens e vídeos durante as sessões. No setor de entretenimento britânico, cinemas também estão estabelecendo normas para limitar ou proibir o uso de acessórios com câmeras.
Medidas Governamentais e Regulação na Europa
Na Noruega, o governo planeja propor a proibição temporária de óculos com inteligência artificial em áreas de grande circulação, incluindo museus, praias, parques, eventos e centros comerciais. A capital, Oslo, já havia antecipado a restrição ao banir o uso desses dispositivos nas escolas em agosto.
Já na Austrália, a ministra do Serviço Público, Katy Gallagher, solicitou a análise da necessidade de proibir óculos inteligentes com câmeras em locais de trabalho públicos, avaliando a viabilidade de exceções para a medida.
No âmbito da União Europeia, a análise de riscos é conduzida por parlamentares e autoridades de proteção de dados. O Comitê Europeu de Proteção de Dados solicitou um relatório focado na aceitação social da tecnologia, enquanto a Comissão Europeia foi acionada por uma eurodeputada para estudar possíveis medidas regulatórias.