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Hábitos do condutor influenciam a durabilidade das baterias de carros elétricos mais que a quilometragem

14 de Setembro de 2026 às 06:05 2 min de leitura

Análise da Aviloo com mais de 500 mil testes indica que a saúde de baterias em carros elétricos varia conforme hábitos do condutor e clima. A maioria dos veículos mantém cerca de 90% da capacidade após 150 mil km, com oscilações significativas entre modelos idênticos. A recomendação técnica para preservar o sistema é manter a carga entre 30% e 70%

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Hábitos do condutor influenciam a durabilidade das baterias de carros elétricos mais que a quilometragem
YouTube/Raiffeisen OÖ

A durabilidade das baterias em carros elétricos deixou de ser previsível apenas por meio da quilometragem ou do tempo de uso, tornando-se um fator variável dependendo do comportamento do condutor. Uma análise conduzida pela empresa austríaca Aviloo, que processou mais de 500 mil testes entre 2022 e 2026, revela que a saúde da bateria, ou state of health (SoH), apresenta oscilações significativas mesmo em veículos idênticos.

Desempenho e degradação por quilometragem

O estudo, que abrangeu 20 modelos populares como o Tesla Model Y e o Volkswagen ID.4, indica que a maioria dos veículos preserva cerca de 90% da capacidade original após rodar 150 mil km. A progressão da perda de eficiência segue a seguinte média:

  • 50.000 km: SoH entre 91% e 97%;
  • 100.000 km: SoH entre 88% e 95%;
  • 150.000 km: SoH entre 87% e 94%.

Apesar dessas médias, a disparidade entre veículos do mesmo modelo é alta. No caso do Nissan Leaf ZE1, a variação de saúde da bateria chegou a 13,5 pontos percentuais após 150 mil km, o que impacta a autonomia real em aproximadamente 29 km por carga.

Fatores que impactam a vida útil

A análise demonstra que a idade e a distância percorrida não são determinantes para o valor de um elétrico usado, diferentemente do que ocorre em carros a combustão. O estado da bateria é influenciado por variáveis externas e hábitos de manutenção, como:

  • Clima: Temperaturas elevadas aceleram a degradação dos componentes;
  • Hábitos de carga: A frequência de recarga e o nível de energia mantido no sistema;
  • Estacionamento: A forma como o veículo é armazenado.

Recomendações de uso

A manutenção de níveis de carga excessivamente altos prejudica a longevidade do sistema. Para evitar danos, a recomendação técnica é evitar que o veículo permaneça estacionado com a bateria em 80%, 90% ou 100%. O ideal para preservar a integridade do componente é manter o nível de carga entre 30% e 70%.

Outras variações expressivas de SoH foram detectadas em modelos como o Hyundai Ioniq 5, com diferenças superiores a 12 pontos percentuais, e no Volkswagen ID.4, com oscilações entre 8 e 12 pontos. O Tesla Model Y também apresentou variações de até 11 pontos percentuais.

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