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Homem percorre 1.300 quilômetros pelos Alpes com bicicleta elétrica movida a energia solar

23 de Agosto de 2026 às 06:45

Shawn Ryan percorreu 1.300 quilômetros nos Alpes com uma bicicleta elétrica solar durante o Sun Trip. O ciclista foi desclassificado da categoria solar por utilizar a rede elétrica em duas ocasiões devido a falhas técnicas. O projeto servirá de protótipo para a expedição de 2028 entre a França e a China

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Homem percorre 1.300 quilômetros pelos Alpes com bicicleta elétrica movida a energia solar
Shawn Ryan/Cedida

Um entusiasta da mobilidade sustentável, Shawn Ryan, percorreu 1.300 quilômetros pelos Alpes utilizando uma bicicleta elétrica solar adaptada. O trajeto integrou a edição deste ano do Sun Trip, competição internacional que promove a inovação técnica e a energia renovável por meio de expedições de longa distância.

O projeto consistiu na modificação de uma cargo bike Omnium, da marca Paradise Cycles, equipada com um motor central Tongsheng TSDZ2B de 250 W e duas baterias de 36 volts (marcas EM3-EV e Infinit). Para otimizar a eficiência energética, Ryan substituiu o uso comum de inversores por um controlador de carga MPPT elevador Genasun GVB-8 de 41,7 volts, permitindo que a energia dos painéis solares fosse convertida diretamente para a voltagem de carga da bateria com perdas mínimas.

Desafios técnicos e desempenho nos Alpes

Apesar do planejamento, a jornada revelou limitações críticas de hardware e design. Ryan optou por um conjunto de painéis de 200 W para facilitar a manobrabilidade da bicicleta, que pesava 61 quilos com equipamentos. Na prática, a produção real variou entre 70 e 100 W, dependendo do clima.

Durante um trecho montanhoso de 130 quilômetros, o sistema registrou 985 Wh de energia solar útil, mantendo uma velocidade média entre 21 e 22 km/h. No entanto, dois problemas principais comprometeram a performance:

  • Superaquecimento da bateria: Em uma onda de calor com temperaturas de 41°C na França, o sistema de gerenciamento de bateria (BMS) de uma das unidades Infinit bloqueou a carga solar para proteger o componente.
  • Estresse do motor: O motor de 250 W superaqueceu em subidas íngremes, como no Col de l'Iseran, exigindo paradas para resfriamento e o uso de marchas baixas com alta rotação para manter a tração.

Devido à necessidade de conectar a bicicleta à rede elétrica em duas ocasiões (totalizando 1 kWh) para mitigar a falha da bateria, Ryan foi desclassificado da categoria exclusiva de energia solar, embora tenha concluído o percurso até Albertville.

Expansão do projeto e a rota para a China

O experimento nos Alpes serviu como protótipo para um objetivo mais ambicioso: o Sun Trip de 2028, que ligará a França à China. A organização do evento já anunciou a rota provisória entre Lyon e Guangzhou, abrangendo aproximadamente 15.000 quilômetros por regiões como os Balcãs, Turquia, Cáucaso e Ásia Central, evitando a Rússia e atravessando o Mar Cáspio.

Para a nova expedição, Ryan planeja abandonar o modelo de bicicleta de carga em favor de uma estrutura semi-reclinada. A mudança visa aumentar a área de captação solar através de um dossel mais amplo, melhorar a aerodinâmica e proporcionar maior conforto ergonômico para as longas distâncias, transformando a simplicidade do primeiro protótipo em uma máquina especializada para a competição.

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