Jornalista que testou inteligência artificial em sua rotina identifica versões fraudulentas de seu livro
A jornalista Joana Stern publicou o livro I am not a robot, relatando o uso de mais de 100 ferramentas de IA em sua rotina durante 2025. Após o lançamento nos Estados Unidos, a autora identificou a venda de versões fraudulentas da obra na Amazon e Apple Books
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Em 2025, a jornalista especializada em tecnologia Joana Stern submeteu sua rotina a um experimento rigoroso para testar a viabilidade prática das promessas feitas pelas empresas do setor. Durante um ano, ela integrou mais de 100 produtos e serviços de inteligência artificial em diversas esferas de sua vida, delegando à tecnologia tarefas que variaram desde a redação de e-mails e a escolha de refeições até a gestão de afazeres domésticos, como a organização da máquina de lavar e o corte da grama.
A experiência extrapolou a assistência básica, abrangendo áreas críticas e sensíveis. Stern utilizou a IA para a interpretação de exames de raio-x e mamografia, além de adotar a tecnologia nas funções de terapeuta, preparadora física, assistente pessoal e até como parceira sentimental. Todo esse processo, que incluiu a vivência de sua família, foi registrado no livro I am not a robot: my year using AI to do (almost) everything.
Plágio e imitações digitais
Lançada nos Estados Unidos no final de maio, a obra tornou-se alvo de uma situação irônica logo após chegar ao mercado. Stern identificou a proliferação de versões fraudulentas de seu livro em plataformas como Amazon e Apple Books.
Essas cópias não apenas replicavam o conteúdo, mas imitavam deliberadamente a identidade visual da obra original, utilizando a mesma paleta de cores composta por azul, amarelo e vermelho para enganar os consumidores.