Tecnologia

Meta admite ter metas para aumentar tempo gasto pelos usuários no Instagram

19 de Fevereiro de 2026 às 12:02

Mark Zuckerberg foi questionado durante um julgamento sobre as práticas da Meta Platforms em relação à saúde mental dos jovens. Ele afirmou que a empresa não permite uso das plataformas para crianças menores de 13 anos, mas documentos internos mostraram evidências contrárias às declarações do bilionário. A reação global às redes sociais tem sido intensa e o processo judicial contra a Meta é um dos muitos casos em andamento nos Estados Unidos acusando as grandes empresas de tecnologia de alimentar uma crise de saúde mental entre os jovens

O presidente-executivo da Meta Platforms, Mark Zuckerberg, foi questionado durante um julgamento histórico sobre as práticas das redes sociais em relação à saúde mental dos jovens. Ele afirmou que a empresa não permite que crianças menores de 13 anos usem suas plataformas, mas documentos internos mostraram evidências contrárias às declarações do bilionário.

Zuckerberg foi confrontado com e-mails antigos onde estabelecia metas para aumentar o tempo gasto pelos usuários no aplicativo. Ele respondeu que a abordagem havia mudado desde então, mas os jurados tiveram acesso a um documento de 2022 que listava "marcos" para o Instagram nos próximos anos, incluindo aumento gradual do tempo dos usuários.

O CEO afirmou que esses números não eram metas, mas sim uma constatação sobre o desempenho da empresa. Ele disse também que a Meta estabelece essas metas para proporcionar uma boa experiência aos usuários e aumentar sua frequência de uso.

A reação global às redes sociais tem sido intensa nos últimos anos, com países como Austrália proibindo o acesso a plataformas de mídia social para usuários menores de 16 anos. Nos EUA, a Flórida proibiu que empresas permitam o acesso de usuários menores de 14 anos.

O processo judicial contra a Meta é um dos muitos casos em andamento nos Estados Unidos acusando as grandes empresas de tecnologia de alimentar uma crise de saúde mental entre os jovens. Os pais e distritos escolares entraram com milhares de ações judiciais, esperando que o custo do processo force mudanças no setor.

O julgamento serve como um caso teste para reivindicações semelhantes contra outras empresas de tecnologia, incluindo Google da Alphabet e TikTok. A legislação norte-americana protegia as bigtechs por anos, mas os processos em andamento se concentram na forma como as empresas projetaram e operaram suas plataformas.

Pesquisadores da Meta descobriram que alguns adolescentes relataram sentir-se mal com seus corpos regularmente após usar o Instagram. A empresa também não encontrou ligação entre a supervisão dos pais e a atenção dos adolescentes ao seu próprio uso das redes sociais, conforme testemunhou Adam Mosseri.

A Meta enfrenta possíveis indenizações no julgamento com júri em Los Angeles, parte de uma onda de processos contra empresas de mídia social nos EUA. A empresa negou as alegações e destacou o trabalho que vem realizando para adicionar recursos que mantêm os usuários seguros.

O caso é um reflexo da reação global às redes sociais e do impacto delas na saúde mental dos jovens. As empresas de tecnologia estão sendo questionadas sobre suas práticas, e a legislação está mudando em resposta à crise de saúde mental entre os adolescentes.
Com informações de Agência Brasil

Notícias Relacionadas