Meta lança modelo de inteligência artificial e registra alta nas ações no mercado financeiro
A Meta lançou o modelo de inteligência artificial Muse Wonder, com foco em assistentes inteligentes e planos de assinatura entre 20 e 100 dólares. A novidade elevou as ações da empresa em mais de 4%, embora o sistema enfrente críticas por supostos acessos não autorizados a mensagens privadas
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A Meta redirecionou seus investimentos do metaverso para a inteligência artificial, resultando no lançamento do Muse Wonder. O novo modelo é posicionado pela companhia como um dos mais capazes do mercado, com foco no suporte a assistentes inteligentes para finalidades pessoais e profissionais.
A novidade impactou positivamente o mercado financeiro, elevando as ações da empresa em mais de 4% durante a sessão de negociações.
Novo modelo de monetização e acesso
O Muse Wonder marca uma tentativa de Mark Zuckerberg de diversificar as fontes de receita da Meta, reduzindo a dependência da publicidade online. O acesso à tecnologia ocorre via aplicativo Muse, disponível nos Estados Unidos, com planos de assinatura que variam entre 20 e 100 dólares mensais.
Para desenvolvedores, a empresa oferece tarifas competitivas em relação a concorrentes como OpenAI e Anthropic, disponibilizando inclusive uma versão aprimorada denominada Muse Wonder Full.
Autonomia técnica e segurança
Uma característica central do modelo é a capacidade de improvisação. Alexandr Wang, chefe da divisão de IA da Meta, detalhou que o software foi treinado para testar diferentes abordagens ao encontrar obstáculos em tarefas do mundo real, evitando a interrupção do processo para consultar o usuário.
Embora a Meta sustente que aplicou as medidas de segurança mais rigorosas até então, a empresa diverge de rivais como Anthropic e OpenAI ao afirmar que não são necessárias regulamentações específicas ou paralisações, defendendo que as normas vigentes e o autocontrole corporativo são suficientes.
Controvérsias sobre privacidade
Apesar do discurso de segurança, o sistema enfrenta críticas em redes sociais. Usuários relataram acessos não autorizados a mensagens privadas por meio do Muse.
A Meta nega as irregularidades, alegando que qualquer acesso depende de permissões explícitas. Sobre as denúncias, Wang sugeriu que os usuários podem ter esquecido as autorizações concedidas em interações anteriores. Outro ponto de debate reside na estrutura de proteção da ferramenta, já que as defesas mais robustas contra ameaças cibernéticas estão reservadas aos clientes que pagam as mensalidades mais altas.