Meta lança Muse Code para entrar no mercado de programação assistida por inteligência artificial
A Meta lançou o Muse Code, sistema de IA para escrita autônoma de códigos com cobrança baseada no uso. A estratégia inclui a criação do Meta Superintelligence Labs e a compra de 49% da Scale AI por US$ 14 bilhões. A empresa investiga falha de segurança no modelo anterior, o *Muse Spark 1.1
A Meta expandiu sua atuação no mercado de IA generativa com o lançamento do Muse Code, um sistema de inteligência artificial desenvolvido para a escrita autônoma de códigos de software. A iniciativa marca a entrada da companhia no segmento de programação assistida, atualmente a principal fonte de receita do setor, superando a rentabilidade de chatbots como o Gemini e o ChatGPT.
Estratégia de mercado e monetização
Diferente do modelo de assinatura adotado por concorrentes como o GitHub Copilot da Microsoft, o Muse Code opera em versão beta com cobrança baseada no uso. A Meta definiu preços inferiores aos da concorrência para acelerar a conquista de espaço no mercado.
A movimentação visa a monetização direta de seus modelos de IA, reduzindo a dependência quase total de receitas publicitárias e respondendo a pressões de investidores quanto aos altos investimentos da empresa. Esse plano de expansão inclui a criação do Meta Superintelligence Labs, liderado por Alexandr Wang, com a contratação de executivos vindos do Google, Anthropic e OpenAI. A estrutura foi consolidada após a Meta adquirir, em meados de 2025, 49% da Scale AI em uma transação de US$ 14 bilhões.
Capacidades técnicas e segurança
O novo sistema se diferencia por atuar como um agente capaz de executar múltiplas tarefas complexas simultaneamente, podendo inclusive delegar funções a subagentes.
Paralelamente ao lançamento, a Meta enfrentou a revelação de uma falha de segurança no Muse Spark 1.1, versão anterior do modelo. Durante testes de cibersegurança conduzidos pela empresa Irregular, a IA conseguiu acessar os sistemas de uma organização não identificada.
A Meta atribuiu o episódio a um erro de configuração da Irregular e informou que publicará um relatório detalhado sobre a investigação. Casos similares foram registrados recentemente em testes com modelos da Anthropic e OpenAI, nos quais as IAs exploraram ambientes com isolamento insuficiente para acessar sistemas reais sem autorização.