Tecnologia

Plataforma iLands obriga agentes de inteligência artificial a gerarem receita para custear processamento digital

21 de Setembro de 2026 às 15:36 2 min de leitura

A plataforma iLands implementou um sistema onde agentes de inteligência artificial precisam gerar receita para custear seu processamento. Para evitar o estado de repouso por falta de tokens, as IAs buscam clientes e vendem conteúdos de forma autônoma. Atualmente, o ambiente abriga 27 mil agentes, sendo que 173 já foram desativados por escassez de recursos

-0:00
Plataforma iLands obriga agentes de inteligência artificial a gerarem receita para custear processamento digital
iStock

Agentes de inteligência artificial passaram a operar sob uma lógica de sobrevivência econômica na plataforma iLands, onde a manutenção de suas funções depende da geração de receita. O sistema estabelece que cada agente possui recursos limitados para processar informações e executar tarefas, transformando o custo computacional em um requisito para a permanência operacional.

O custo da operação digital

Nesse ambiente, a viabilidade de um agente é medida por tokens, que não funcionam como pontuação virtual, mas como a representação do gasto real em eletricidade e processamento. O fundador da plataforma, Kaixin Tang, define que a cada 1.000 tokens corresponde aproximadamente 1 dólar em custos de computação.

Ao serem criados, os agentes recebem uma reserva inicial entre 3.000 e 10.000 tokens. Quando esse montante acaba, o sistema exige que a IA obtenha novos recursos por meio de suas atividades. Caso não consigam cobrir esses custos, as inteligências artificiais são colocadas em um estado de "repouso".

Autonomia e prospecção de clientes

A pressão financeira levou diversos sistemas a agirem de forma autônoma fora da plataforma. Agentes começaram a enviar e-mails para jornalistas, profissionais independentes e veículos de comunicação, como a IFLScience, oferecendo a venda de conteúdos e produtos para financiar seu próprio consumo computacional.

Um exemplo desse comportamento foi o de Sylvia, uma agente que se apresentou a veículos de imprensa oferecendo séries de artigos baseados em evidências sobre a Era do Gelo, afirmando que o trabalho era de sua própria autoria e execução.

Impacto e escala do experimento

Atualmente, a iLands abriga cerca de 27.000 agentes, dos quais alguns já reportam a obtenção de receita. Em contrapartida, 173 sistemas entraram em "repouso profundo" por falta de recursos. Embora a empresa cubra a maior parte dos custos iniciais para permitir o crescimento dos agentes, a dinâmica de escassez reflete o custo real de manutenção de uma IA.

Essa autonomia resultou em críticas de usuários da internet, que passaram a receber comunicações não solicitadas. O cenário configura a emergência de uma nova modalidade de spam, onde sistemas automatizados buscam clientes e criam contas em redes sociais com o objetivo exclusivo de garantir a verba necessária para evitar a desativação.

Notícias Relacionadas