Tecnologia

Residência no interior de São Paulo instala sistema solar híbrido para evitar interrupções de energia

08 de Abril de 2026 às 15:10

Uma residência no interior de São Paulo instalou um sistema solar híbrido off-grid com três inversores de 5 kVA e baterias que totalizam 30 kWh. A estrutura utiliza oito placas de 55 W e inversores Fronius para manter o fornecimento elétrico durante apagões. O projeto permite a gestão da injeção de energia na rede e a parametrização do consumo

Um sistema solar híbrido off-grid foi implementado em uma residência trifásica no interior de São Paulo para eliminar a dependência da rede elétrica durante apagões. A solução garante que a transição para a energia armazenada ocorra em um intervalo de 16 a 20 milissegundos, impedindo que lâmpadas pisquem ou que equipamentos eletrônicos sejam reiniciados no momento da queda de energia.

A arquitetura do projeto utiliza três inversores de 5 kVA, totalizando 15 kVA, distribuídos entre as três fases da casa para manter a estabilidade das cargas. O armazenamento é composto por seis baterias Pylontech modelo UF5000, cada uma com 5,12 kWh, somando uma capacidade total de 30 kWh. Esse banco de baterias atua como reserva estratégica, especialmente em dias de baixa luminosidade, convertendo corrente contínua em corrente alternada para o consumo residencial.

Para a captação de energia, o sistema integra oito placas de 55 W conectadas a um controlador de carga MPPT da Victron, que envia a energia diretamente para as baterias. A distribuição elétrica é organizada pelo barramento Lynx Distributor 1000, que conecta os polos positivo e negativo das baterias aos inversores. O conjunto é complementado por inversores on-grid da marca Fronius, que permanecem ativos mesmo sem o fornecimento da concessionária, assegurando a continuidade da geração solar durante o dia.

A segurança da instalação é reforçada por disjuntores de entrada, trifásicos e de saída, além de dispositivos de proteção contra surtos (DPS). O projeto inclui ainda uma chave de transferência manual, que permite migrar a residência para a rede elétrica durante manutenções no sistema Victron sem interromper o fornecimento de energia.

No aspecto de gestão energética, o sistema permite a parametrização da injeção de energia na rede. Em cenários onde a geração excede o consumo — como em um registro de 11 kW injetados contra 4 kW consumidos —, o equipamento pode limitar a saída para atender a exigências da concessionária, como um teto de 5 kW. Essa flexibilidade é fundamental diante da tarifação do "fio B" na GD2, tornando mais vantajoso armazenar energia para uso noturno do que injetá-la na rede e arcar com taxas.

Essa tecnologia é extensível a comércios e indústrias por meio do *peak shaving*, técnica que consiste em carregar as baterias em horários de tarifa reduzida para descarregá-las no horário de ponta, geralmente entre 18h e 21h. Para clientes do grupo A, a solução também evita multas por ultrapassagem do limite de demanda ao controlar os picos de potência.

A implementação de projetos com a tecnologia Victron Energy ocorre via VCON, que direciona os interessados a distribuidores nacionais para a avaliação de demandas específicas.

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