Robôs humanoides chineses superam recordes mundiais de atletismo em competição realizada em Pequim
Robôs chineses superaram recordes mundiais de atletismo nos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides em Pequim, com o modelo Tiangong Ultra registrando 9,39 segundos nos 100 metros. O evento contou com 2.056 máquinas, que apresentaram dificuldades em tarefas de *coordenação motora fina
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Robôs humanoides chineses superam recordes mundiais de atletismo, mas enfrentam limitações severas em tarefas de coordenação motora fina. O cenário foi evidenciado durante a segunda edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides em Pequim, realizada entre 22 e 26 de agosto no Velódromo Nacional de Patinação de Velocidade.
Desempenho atlético e superação de recordes
A locomoção robótica atingiu patamares que ultrapassam a capacidade biológica humana. No teste de 100 metros, o modelo Tiangong Ultra, criado pelo Centro de Inovação de Robôs Humanoides de Pequim, registrou o tempo de 9,39 segundos, superando a marca de 9,58 segundos de Usain Bolt. O robô Lightning, da Honor, também bateu o recorde mundial ao completar a prova em 9,47 segundos.
A superioridade mecânica se estendeu a outras distâncias e métricas:
- Um Tiangong Ultra percorreu 400 metros em menos de 40 segundos, batendo a referência de 43,03 segundos de Wayde van Niekerk.
- O modelo Superman, da Unitree, alcançou a velocidade máxima de 12,66 metros por segundo, marca superior ao pico de velocidade de Bolt.
O desafio da destreza manual
Apesar da potência nos motores, a coordenação fina permanece como o principal gargalo tecnológico. Das 51 competições do evento, 21 simulam ambientes de trabalho em hotéis, fábricas, comércios e residências. Oito dessas modalidades focam exclusivamente na precisão das mãos, exigindo que as máquinas realizem ações como:
- Conectar fios e montar ferramentas elétricas;
- Desembalar caixas e abrir tampas;
- Manipular grãos com o uso de pinças.
Essas tarefas demandam a integração complexa entre visão, cálculo de trajetórias e controle de pressão nas articulações, áreas onde as máquinas ainda não replicam a naturalidade humana.
Estrutura e evolução do evento
O torneio apresentou um crescimento significativo em relação a 2025. O número de competições saltou de 26 para 51, com a participação de 2.056 robôs divididos em 666 equipes.
A maturidade tecnológica de cada função é refletida nas regras de pontuação e operação. Enquanto modalidades como dança, futebol, tênis de mesa e corridas exigem autonomia total, atividades de maior complexidade, como saltos, kickboxing e levantamento de peso, ainda permitem o uso de controle remoto. Nas simulações de trabalho, a pontuação é dividida: a execução autônoma garante a nota máxima, enquanto a teleoperação concede apenas metade dos pontos.