SaferNet identifica 173 mulheres em instituições de ensino como vítimas de deepfakes sexuais no Brasil
SaferNet identificou 173 vítimas de deepfakes sexuais em instituições de ensino no país. A maioria das vítimas é composta por mulheres e o estado de São Paulo lidera as ocorrências com 51 casos. Foram também identificados 60 autores dos crimes, que operam organizadamente usando ferramentas como bots e plataformas de mensagens
SaferNet identifica 173 vítimas de deepfakes sexuais em instituições de ensino no país. A organização aponta que a maioria das vítimas são mulheres e destaca o uso intensivo da inteligência artificial para criar conteúdo falso.
Durante evento na capital paulista, realizada em celebração ao Dia da Internet Segura, a SaferNet divulgou dados preocupantes sobre abuso de deepfakes sexuais. A organização identificou 173 vítimas desses crimes em instituições de ensino públicas e privadas de dez estados brasileiros.
Segundo Sofia Schuring, pesquisadora da SaferNet Brasil, todas as vítimas são mulheres, incluindo alunas e professoras. O estado de São Paulo lidera o número de ocorrências com 51 vítimas, seguido por Mato Grosso (30), Pernambuco (30) e Rio de Janeiro (20). Além disso, foram identificados 60 autores dos crimes.
A SaferNet também opera a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos. Desde o ano passado, o canal recebeu mais de 250 denúncias relacionadas ao compartilhamento não consentido de deepfakes sexuais e materiais artificiais de abuso sexual infantil.
"Analisamos os links reportados que podiam ter vínculo com esses crimes. Desses, 125 continham imagens reais de abuso sexual infantil", afirmou Sofia Schuring durante o evento. A pesquisadora explicou ainda que a central registrou dez casos de deepfakes envolvendo adultos e 20 casos de vazamento de imagens íntimas reais.
Os grupos responsáveis por esses crimes operam organizadamente, usando ferramentas como bots de notificação e plataformas de mensagens. A SaferNet defende o banimento dessas ferramentas e a "asfixia financeira" das redes criminosas.
A Central Nacional de Denúncias da SaferNet Brasil permite que denúncias sejam feitas anônima ou não, oferecendo uma linha de apoio para vítimas desse tipo de crime.
Durante evento na capital paulista, realizada em celebração ao Dia da Internet Segura, a SaferNet divulgou dados preocupantes sobre abuso de deepfakes sexuais. A organização identificou 173 vítimas desses crimes em instituições de ensino públicas e privadas de dez estados brasileiros.
Segundo Sofia Schuring, pesquisadora da SaferNet Brasil, todas as vítimas são mulheres, incluindo alunas e professoras. O estado de São Paulo lidera o número de ocorrências com 51 vítimas, seguido por Mato Grosso (30), Pernambuco (30) e Rio de Janeiro (20). Além disso, foram identificados 60 autores dos crimes.
A SaferNet também opera a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos. Desde o ano passado, o canal recebeu mais de 250 denúncias relacionadas ao compartilhamento não consentido de deepfakes sexuais e materiais artificiais de abuso sexual infantil.
"Analisamos os links reportados que podiam ter vínculo com esses crimes. Desses, 125 continham imagens reais de abuso sexual infantil", afirmou Sofia Schuring durante o evento. A pesquisadora explicou ainda que a central registrou dez casos de deepfakes envolvendo adultos e 20 casos de vazamento de imagens íntimas reais.
Os grupos responsáveis por esses crimes operam organizadamente, usando ferramentas como bots de notificação e plataformas de mensagens. A SaferNet defende o banimento dessas ferramentas e a "asfixia financeira" das redes criminosas.
A Central Nacional de Denúncias da SaferNet Brasil permite que denúncias sejam feitas anônima ou não, oferecendo uma linha de apoio para vítimas desse tipo de crime.