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SpaceX firma acordo com a Qualcomm para criar rede de telefonia celular nos Estados Unidos

05 de Novembro de 2026 às 06:02 3 min de leitura

A SpaceX firmou acordo com a Qualcomm para instalar milhares de estações 5G nos Estados Unidos a partir de 2027. O projeto cria uma rede de telefonia celular própria para integrar a comunicação via satélite à infraestrutura terrestre

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SpaceX firma acordo com a Qualcomm para criar rede de telefonia celular nos Estados Unidos
SpaceX fecha acordo com a Qualcomm para construir rede 5G própria nos EUA a partir de 2027 e pode disputar clientes com grandes operadoras. – Imagem: Ilustrativa via I.A

A SpaceX anunciou a criação de uma rede própria de telefonia celular nos Estados Unidos, expandindo sua atuação para além da internet via satélite. Para viabilizar a infraestrutura terrestre, a empresa de Elon Musk firmou um acordo plurianual com a Qualcomm, que fornecerá a tecnologia necessária para a instalação de dezenas de milhares de estações 5G em território americano.

O projeto, divulgado em 4 de novembro de 2026, prevê que a implantação das torres comece em 2027. Com esse movimento, a companhia passa a competir diretamente com operadoras consolidadas, como T-Mobile, Verizon e AT&T.

Integração entre satélites e redes terrestres

A estratégia da Starlink Mobile visa unir dois modelos de comunicação distintos. Enquanto a rede de satélites em órbita baixa é ideal para regiões remotas e áreas onde a infraestrutura de cabos é inviável, as antenas terrestres são essenciais para suportar a alta densidade de usuários em centros urbanos.

Anteriormente, a SpaceX operava a tecnologia Direct to Cell, que permite a conexão de aparelhos celulares diretamente aos satélites sem a necessidade de antenas residenciais, geralmente por meio de parcerias com operadoras locais. Agora, ao desenvolver sua própria infraestrutura de solo, a empresa busca eliminar falhas de conexão e garantir a continuidade do sinal conforme o usuário se desloca entre diferentes ambientes.

Detalhes técnicos e hardware

A base tecnológica da nova rede será composta pelas plataformas Dragonwing da Qualcomm. O sistema utilizará dois componentes principais:

  • QRU100: responsável pelo processamento das unidades de rádio.
  • QDU100: encarregada do processamento dos sinais transmitidos e recebidos.

Essas ferramentas permitem controlar a comunicação entre as estações e os dispositivos móveis, otimizando a capacidade de rede sem elevar proporcionalmente o consumo de energia.

A infraestrutura contará com a tecnologia Massive MIMO na configuração 64T64R, que utiliza 64 canais de transmissão e 64 de recepção em uma única estrutura de rádio. Esse sistema aumenta a eficiência do espectro de radiofrequências e permite direcionar melhor o sinal para os usuários em áreas de alta demanda.

Desafios e perspectivas futuras

A transição para operadora de telefonia exige que a SpaceX supere barreiras operacionais, como a aquisição de espectro de radiofrequências, a obtenção de direitos para instalação de torres e a gestão de investimentos elevados.

Embora o foco inicial seja a rede 5G, a arquitetura escolhida permite atualizações graduais. A Qualcomm e a SpaceX preveem que a base instalada possa evoluir para infraestruturas de 6G integradas à inteligência artificial em longo prazo.

Até o momento, não foram divulgados os valores do contrato, a distribuição exata das estações por região ou a data de lançamento dos planos comerciais para o consumidor final. O projeto está concentrado exclusivamente nos Estados Unidos, sem previsões de implementação ou oferta de serviços no Brasil.

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