SpaceX pede permissão para lançar 1 milhão de satélites, preocupando especialistas com poluição luminosa
O aumento do número de satélites em órbita está causando preocupações entre cientistas e especialistas da indústria espacial, que podem afetar comunidades indígenas e o meio ambiente. A SpaceX apresentou pedido para lançar até 1 milhão de satélites, que refletem luz solar por duas horas após o pôr do Sol. Especialistas discutem criação de um sistema unificado para controle do tráfego orbital e Avaliação de Impacto do Céu Escuro
O aumento acelerado do número de satélites em órbita está causando preocupações crescentes entre cientistas e especialistas da indústria espacial. A SpaceX apresentou um pedido à Comissão Federal de Comunicações dos EUA para lançar até 1 milhão de satélites, que serão utilizados para alimentar centros de dados no espaço.
Essa proposta pode transformar permanentemente o céu noturno observado da Terra. Os satélites em baixa órbita refletem a luz solar por aproximadamente duas horas após o pôr do Sol e antes do nascer do Sol, tornando-se pontos móveis no céu.
A poluição luminosa provocada por essas estruturas pode afetar comunidades indígenas que utilizam o céu noturno em práticas tradicionais. Além disso, os lançamentos necessários para colocar milhares de satélites em órbita consomem grandes quantidades de combustíveis fósseis e podem causar danos à camada de ozônio.
Os especialistas apontam também desafios relacionados ao gerenciamento do tráfego orbital, emissões de rádio e reflexos intensos dos satélites. A síndrome de Kessler é uma reação em cadeia de colisões entre objetos em órbita que pode ocorrer a cada 3,8 dias.
A indústria espacial está discutindo a criação de um sistema unificado para o controle do tráfego orbital. Além disso, os especialistas propuseram a Avaliação de Impacto do Céu Escuro como um processo sistemático para identificar e documentar todos os efeitos das constelações antes da implementação.
A avaliação incluiria evidências de diferentes partes interessadas, modelagem dos efeitos cumulativos dos satélites, critérios claros para situações em que a visibilidade do céu é essencial e medidas de mitigação. Os resultados seriam transparentes, revisáveis de forma independente e diretamente vinculados às decisões de licenciamento.
A discussão ocorre enquanto o número de satélites em órbita continua a crescer. Com informações de Super Interessante.