Tecnologia

Tomahawks americanos expostos inutilizados no campo de batalha da Síria e Iraque revelam problemas técnicos crônicos

27 de Março de 2026 às 11:11

A Marinha americana continua a comprar milhões de dólares em mísseis Tomahawk, apesar das notórias falhas técnicas que impede o ativação da carga explosiva durante o voo. Imagens do campo de batalha na Síria e Iraque mostram pelo menos quatro desses mísseis intactos sem explodir. A "modernização" dos mísseis não resolveu a questão, com mais um contrato assinado para recertificar os equipamentos por 380 milhões de dólares

Tomahawks americanos expostos inutilizados no campo de batalha da Síria e Iraque revelam problemas técnicos crônicos
US Navy

Falhas nos mísseis Tomahawk expostas no campo de batalha da Síria e do Iraque revelam problemas técnicos crônicos em pleno voo. Diversas imagens capturadas nas últimas semanas mostraram pelo menos quatro desses mísseis de cruzeiro intactos, sem explodir, o que sugere uma falha sistemática na entrega da carga explosiva.

Segundo analistas militares, como David Hambling do Forbes, a complexa sequência de passos para ativar e armar a bomba durante o voo está falhando. Isso transformaria um míssil letal em um projétil inútil e caro. O problema reside no dispositivo de segurança e armamento dos mísseis, que são programados para ativar apenas após o lançamento.

A Marinha americana continua a comprar uma média de 80 desses mísseis por ano, com um custo unitário de mais de dois milhões de dólares. O Pentágono injeta somas colossais na empresa Raytheon (RTX) para solucionar o problema estrutural, mas os resultados são preocupantes.

A "modernização" dos mísseis Tomahawk, que deveria terminar em março passado, não resolveu a questão. Em vez disso, foi necessário assinar outro contrato de 380 milhões de dólares para recertificar e modernizar os mísseis. Além disso, lançar mísseis defeituosos é um risco significativo para a segurança nacional dos EUA.

Os engenheiros inimigos podem analisar as peças desses mísseis intactos e aprender com eles, como o Irã fez em 2014 ao desmontar um drone de espionagem americano. Isso pode permitir que os adversários copiem tecnologia militar avançada.

Enquanto isso, a Ucrânia desenvolveu seu próprio ecossistema de mísseis de cruzeiro com baixo custo em resposta às restrições ocidentais e à guerra assimétrica na Europa Oriental. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky confirmou que os Long Neptunes, uma versão modificada do míssil antibuque R-360, estão sendo usados com sucesso contra alvos russos.

Essa situação destaca a importância de investir em tecnologia eficaz e inovadora para garantir a segurança nacional. A falha nos mísseis Tomahawk é um lembrete do risco de continuar a usar armamento defeituoso, especialmente quando os adversários podem aprender com essas falhas.

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