Ucrânia testa primeira unidade oficial de robô humanoide em combate, Phantom MK-1 da Foundation entra em ação
A Ucrânia testou a primeira unidade oficial de robô humanoide em combate, o Phantom MK-1 da Foundation. Duas unidades entraram em ação para missões de reconhecimento na linha de frente ucraniana. O robô tem cerca de 1,75 metros e pode utilizar qualquer tipo de arma que um humano possa usar
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Ucrânia testa primeira unidade oficial de robô humanoide em combate: Phantom MK-1 da Foundation entra em ação
A Ucrânia se consolidou como o maior laboratório de tecnologia militar do mundo, com mais de 7.495 operações robóticas realizadas apenas no mês de janeiro deste ano. E agora, é aqui que um marco histórico foi alcançado: duas unidades da startup americana Foundation entraram em ação na linha de frente ucraniana para missões de reconhecimento com o seu robô humanoide Phantom MK-1.
O cofundador Mike LeBlanc declarou à revista Time recentemente que "acreditamos que existe um imperativo moral de colocar esses robôs na guerra em vez de soldados". E isso não é apenas uma declaração retórica, pois o objetivo da Ucrânia é reduzir o número de vidas humanas colocadas em risco. O conflito já se tornou, em grande parte, uma guerra de robôs onde os humanos desempenham funções de apoio.
O Phantom MK-1 tem cerca de 1,75 metros de altura e pesa entre 79 a 82 quilos. É projetado para ambientes militares e industriais de alto risco e pode utilizar "qualquer tipo de arma que um humano possa usar", desde revólveres até fuzis M-16.
O sistema é baseado no princípio de supervisão humana, ou seja, o robô gerencia seu movimento e navegação por conta própria, mas a última palavra sobre qualquer decisão letal fica com um operador humano. Isso se chama "human-in-the-loop".
Até agora, os dois Phantom MK-1 implantados na Ucrânia realizam missões de reconhecimento enquanto são avaliados em condições reais de combate. Mas o catálogo de tarefas previstas para esses andróides vai muito além: vigilância, apoio logístico e até mesmo desativação de explosivos.
A Foundation planeja fabricar até 50.000 unidades do Phantom até o final de 2027 com um modelo de negócios baseado no aluguel a um custo estimado de cerca de 100.000 dólares por unidade por ano. E não é apenas para uso militar: esses robôs podem trabalhar em ambientes contaminados por radiação, armas químicas ou biológicas.
A pergunta que permanece no ar é filosófica e legal: quem será responsável quando um robô tomar uma decisão errada? O modelo "human-in-the-loop" tenta responder a isso com um humano atrás do gatilho virtual, mas à medida que esses sistemas ganham autonomia e velocidade, esse tempo para decidir ficará cada vez menor.
E não é apenas sobre responsabilidade: o uso de robôs na guerra pode tornar mais fácil politicamente iniciar ou escalar um conflito.