Xiaomi testa robôs humanoides em linha de montagem e inteligência artificial em ambientes residenciais
A Xiaomi apresentou, em 3 de novembro de 2026, avanços em robótica com inteligência artificial aplicados a linhas de montagem de veículos e ambientes residenciais. Robôs humanoides operaram por oito horas em tarefas industriais, enquanto o sistema Xiaomi-Robotics-1 executou mais de 50 atividades domésticas em fase experimental

A Xiaomi apresentou, em 3 de novembro de 2026, novos avanços em robótica que integram inteligência artificial a movimentos físicos complexos. A fabricante chinesa realizou testes simultâneos em dois cenários distintos: uma linha de montagem de veículos elétricos e um ambiente residencial experimental, focando na capacidade de adaptação e reconhecimento de objetos por máquinas.
Automação industrial com robôs humanoides
Na fábrica de automóveis da companhia, dois robôs humanoides foram submetidos a uma demonstração de oito horas de operação. A tarefa consistia na separação de coberturas laterais do console central dos veículos, exigindo que as máquinas retirassem componentes de recipientes e os posicionassem em compartimentos específicos.
Diferente de braços industriais fixos, esses modelos precisaram gerenciar o equilíbrio do corpo e ajustar a preensão das mãos conforme a posição das peças. A Xiaomi destacou que os equipamentos conseguiram:
- Coordenar atividades com o sistema da linha de produção;
- Identificar e corrigir anomalias sem instruções específicas para cada erro;
- Operar durante toda a jornada de trabalho da estação.
Este experimento representa uma evolução em relação a um teste realizado em março de 2026, quando robôs humanoides atuaram por três horas no posicionamento de porcas, com uma taxa de sucesso de 90,2% e ciclo de 76 segundos por veículo. A nova etapa é mais complexa, pois substitui a instalação de fixadores pela movimentação de peças de acabamento, que demandam maior precisão e ajustes constantes.
Apesar do avanço na validação de operações prolongadas, a empresa não detalhou a gestão de energia, a taxa de sucesso total ou a quantidade de intervenções humanas necessárias.
IA física e gestão doméstica
Paralelamente, a Xiaomi testou o sistema Xiaomi-Robotics-1, um modelo de inteligência artificial voltado para a compreensão de ambientes físicos, em apartamentos destinados a jovens funcionários da empresa. Utilizando uma plataforma robótica com braços manipuladores — e não o modelo humanoide de duas pernas —, a tecnologia executou uma sequência de mais de 50 tarefas em três cômodos durante cerca de 30 minutos.
As atividades incluíram a organização de mesas, recolhimento de lixo e a separação de objetos, finalizando com inspeções nos ambientes. O sistema foi treinado com mais de 100 mil horas de registros de operações físicas para desenvolver a chamada IA física, que permite à máquina interpretar o mundo real e planejar ações sem depender de comandos individuais para cada movimento.
Para viabilizar a operação, a fabricante combinou o modelo de IA com agentes capazes de planejar e acompanhar sequências de atividades, permitindo que o robô decida, por exemplo, o que deve ser descartado ou guardado em uma mesa com diversos itens.
Até o momento, a Xiaomi não divulgou a taxa de sucesso dessas tarefas domésticas, nem apresentou cronogramas de lançamento comercial ou preços para o consumidor final. Os testes permanecem em fase experimental, visando superar a imprevisibilidade de ambientes residenciais reais.