Tecnologia

Brasil realiza primeiro voo de drone a jato desenvolvido integralmente em território nacional

16 de Abril de 2026 às 12:04

O drone a jato ATD-150, desenvolvido pela Nest Design Aerospace com motor da Turbo Machine, realizou seu primeiro voo em junho de 2025. O equipamento de 150 kg atinge velocidades acima de 600 km/h e serve como alvo para treinamento de sistemas de defesa

O Brasil alcançou um marco na indústria de defesa com o primeiro voo do ATD-150, um drone a jato desenvolvido integralmente em território nacional. O evento ocorreu em junho de 2025, em uma pista no interior do país, consolidando a capacidade brasileira de criar sistemas de propulsão a jato para fins militares.

Projetado pela Nest Design Aerospace, o equipamento atua como um alvo aéreo destinado ao treinamento de operadores, radares e sistemas de defesa antiaérea. A relevância prática do ATD-150 reside na simulação de ameaças reais, já que sua alta performance evita que os exercícios sejam artificiais. Com um peso operacional de 150 kg, o drone atinge velocidades superiores a 600 km/h — com registros que ultrapassam os 700 km/h — e opera em altitudes de 15.000 pés, possuindo um teto operacional de 20.000 pés.

O diferencial tecnológico do sistema está no motor TJ200, fabricado pela empresa brasileira Turbo Machine. A integração de um turbojato nacional elimina a dependência de componentes importados, mitigando riscos relacionados a embargos, sanções ou instabilidades políticas de fornecedores externos. A utilização de uma cadeia industrial local garante que a parte mais sensível do projeto seja sustentada por conhecimento técnico acumulado no Brasil.

Revelado em março de 2025, o ATD-150 teve seu voo inaugural apenas três meses depois, um ritmo acelerado para os padrões do desenvolvimento aeroespacial. Agora, o projeto entra na fase de validação, testes de confiabilidade e integração rotineira.

A implementação desse sistema permite que o treinamento de defesa de fronteiras e costas brasileiras seja realizado com ferramentas próprias. Mais do que a entrega de um equipamento, a iniciativa estabelece uma base industrial que engloba a estrutura, a propulsão e a integração do sistema, abrindo caminho para a expansão de projetos tecnológicos subsequentes no setor.

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