Tecnologia

Descoberta em Oceano pode Revolucionar Fonte de Energia Nuclear Mundial com Bilhões de Toneladas de Urânio

19 de Março de 2026 às 18:19

Pesquisadores descobriram que os oceanos armazenam cerca de 4,5 bilhões de toneladas de urânio. A tecnologia para capturar o elemento já existe, mas a extração é atualmente mais barata em minas terrestres do que no mar. Cientistas afirmam que os custos podem mudar rapidamente à medida que as tecnologias evoluem

A descoberta de bilhões de toneladas de urânio nos oceanos pode revolucionar a matriz energética global. Segundo pesquisadores, os mares do planeta armazenam aproximadamente 4,5 bilhões de toneladas desse elemento essencial para reatores nucleares.

Com isso em mente, o mundo está mudando sua perspectiva sobre como abastecer a demanda por energia nuclear. A tecnologia já existe para capturar urânio diretamente da água do mar e os avanços nos últimos anos tornaram o processo tecnicamente viável.

Ainda assim, há um grande obstáculo: o custo. Atualmente, extrair urânio de minas terrestres é mais barato do que capturá-lo dos oceanos – cerca de US$ 50 a US$ 100 por quilo contra os US$ 200 e US$ 600 necessários para fazer isso no mar.

No entanto, cientistas afirmam que essa diferença pode mudar rapidamente. A tendência histórica é uma queda constante nos custos à medida que as tecnologias evoluem. E se a trajetória continuar, o ponto de equilíbrio pode ser atingido nas próximas décadas.

A relevância desse recurso vai além do volume: ela está ligada ao papel do urânio na matriz energética global. O urânio é o combustível principal dos reatores nucleares e, em um cenário de transição energética onde a demanda por fontes limpas cresce rapidamente, sua disponibilidade se tornou um fator estratégico.

Se apenas uma fração do urânio marinho fosse economicamente recuperável seria suficiente para abastecer a demanda global por energia nuclear por centenas ou milhares de anos. E isso alteraria completamente a dinâmica geopolítica da energia, pois o urânio está distribuído em todo mundo e qualquer país com acesso ao mar poderia desenvolver sua própria capacidade de extração.

Mas há mais do que apenas custo para considerar: também estão os desafios relacionados à logística de instalação e manutenção das estruturas no oceano, a durabilidade dos materiais adsorventes e ao impacto ambiental da operação.

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