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Cuba e Estados Unidos se reúnem em Havana para discutir o fim do embargo energético

21 de Abril de 2026 às 06:11

Delegações de Cuba e Estados Unidos se reuniram em Havana para discutir a agenda bilateral. O governo cubano solicitou o fim do embargo energético imposto por Washington. O presidente Miguel Díaz-Canel demonstrou abertura para acordos em diversos setores, condicionando-os ao respeito à autodeterminação e igualdade

Delegações de Cuba e dos Estados Unidos realizaram recentemente uma reunião em Havana para tratar da agenda bilateral. O encontro, confirmado nesta segunda-feira (20) por Alejandro García, diretor-geral adjunto do Ministério das Relações Exteriores de Cuba para os EUA, foi pautado pela discrição devido à sensibilidade dos temas discutidos.

O ponto central da pauta cubana foi a exigência pelo fim do embargo energético imposto por Washington. Para o governo da ilha, a medida representa uma punição injustificada à população e uma forma de chantagem global que fere a soberania de Estados que desejam exportar combustível para Cuba sob os princípios do livre comércio.

A pressão energética intensificou-se em 29 de janeiro, quando o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva declarando estado de emergência nacional. Ao classificar Cuba como uma ameaça extraordinária à segurança dos EUA, a medida permitiu que Washington sancionasse países que fornecessem petróleo à nação caribenha, resultando em escassez de combustível no cotidiano local.

Sobre a dinâmica do encontro, García descreveu a interação como profissional e respeitosa, negando a existência de prazos estabelecidos ou declarações coercitivas, contrariando relatos de veículos de imprensa americanos.

Paralelamente, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel manifestou abertura para acordos com os Estados Unidos em setores como comércio, ciência, educação, cultura, esportes, migração, meio ambiente e combate ao narcotráfico. No entanto, o chefe de Estado condicionou a viabilidade dessas negociações à manutenção de termos de igualdade, com respeito à autodeterminação, ao sistema político, ao direito internacional e à ausência de pressões ou tentativas de intervenção por parte dos EUA.

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