Estudantes da USP protestam por ampliação de bolsas e melhorias nas políticas de permanência estudantil
Estudantes e funcionários da USP realizam greve e protestos para cobrar a ampliação de bolsas, melhorias em moradia e alimentação, além de reajustes salariais. A mobilização, organizada pelo DCE, envolve mais de 120 cursos e exige a abertura de negociações com a reitoria. Uma nova manifestação ocorrerá nesta sexta-feira (24) no campus Butantã
Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) realizaram um protesto nesta quinta-feira (23) nas imediações do campus Butantã para cobrar a ampliação de bolsas estudantis e a melhoria de políticas de permanência, com foco em moradia e alimentação. A mobilização, organizada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), integra um movimento de greve iniciado no dia 15, que já soma a adesão de mais de 120 cursos distribuídos por ao menos cinco dos dez campi da instituição.
As reivindicações dos alunos concentram-se no combate aos cortes em programas de bolsas, na carência de vagas em residências universitárias e em problemas no fornecimento de água. Paralelamente, funcionários da universidade também paralisaram suas atividades, motivados por perdas salariais, pelo avanço da terceirização, pelas condições sanitárias e pela precarização do serviço nos restaurantes universitários.
Júlia Urioste, estudante de Artes Cênicas e coordenadora-geral do DCE Livre da USP, questiona a gestão financeira da instituição, afirmando que, embora a universidade alegue falta de verbas — justificativa também citada para a greve dos servidores —, existem recursos destinados a itens discutíveis que deveriam ser redirecionados para o investimento na permanência dos estudantes.
Diante do cenário, o grupo exige a abertura de uma mesa de negociações com a reitoria. Uma nova manifestação está programada para a manhã desta sexta-feira (24), com atos previstos para ocorrer dentro do campus Butantã, especificamente junto à reitoria.